Projetos
da “Reestruturação” serão
votados na próxima segunda-feira.
A Câmara Municipal de Descalvado deverá
votar na noite da próxima segunda-feira (26),
a partir das 20h, os projetos 35, 36 e 37/10, todos
referentes à Reestruturação Administrativa
da Prefeitura Municipal local.
O assunto alcançou ampla repercussão,
já que traz implicação direta
na vida de mais de mil servidores.
O anúncio da votação ocorreu
na tarde da última quinta-feira (22) e foi
feito pelo Presidente do Legislativo, Luiz Carlos
Viana (PPS).
Viana havia prometido que a Mesa Diretora só
submeteria os projetos à votação,
após comunicar à população
descalvadense através da imprensa local; de
modo que os interessados possam acompanhar de perto
todo o processo.
“Cabe a nós dar transparência aos
trâmites e é isso que temos feito. Não
votaríamos estes projetos sem que houvesse
um aviso prévio”, justifica o vereador.
As últimas semanas foram de intenso trabalho
no Legislativo, já que os projetos, bastante
extensos e técnicos, causaram repercussão
entre os funcionários públicos, levando
muitos deles à Câmara em busca de esclarecimentos.
“Vários ofícios foram formalizados,
trazendo reivindicações para que analisássemos
e foi o que fizemos, com muita cautela, muito embora
não pudéssemos alterar as referências
salariais contidas no projeto”, explica Luiz
Carlos.
Conforme destacou o parlamentar, seguindo os preceitos
da Lei Orgânica,o Legislativo está impossibilitado
de apresentar Emendas aos Projetos de Lei no que tange
à remuneração dos servidores
públicos municipais, uma vez que compete exclusivamente
ao Prefeito fixá-las.
Em decorrência deste quadro, algumas reuniões
foram realizadas no Legislativo. A primeira delas,
com presença da técnica do Centro de
Estudos e Pesquisas de Administração
Municipal (CEPAM), Dra. Sandra Yamazaki e do Prefeito
Municipal, Luís Antonio Panone (PPS), além
de pessoas ligadas ao Sindicato e à Associação
dos Funcionários Públicos.
Naquela ocasião, a Reestruturação
Administrativa e seus intentos foram apresentados
aos vereadores, para que eles travassem contato com
a matéria. “A Reestruturação
Administrativa não é tão somente
um ‘aumento de salários’, são
projetos muito mais amplos”, salienta Luiz Carlos.
(acompanhe quadro ao lado)
Passada uma semana, após o levantamento de
uma série de questionamentos por parte dos
servidores, a maior parte acerca justamente das remunerações,
foi realizada nova reunião, entre os vereadores
e o Departamento Pessoal da Prefeitura.
“Mostramos as reivindicações que
tínhamos em mãos e pedimos que nos mostrassem
simulações de como eram e como ficarão
as remunerações”, disse Luiz Carlos
na Sessão realizada nesta semana.
Cabe ressaltar que nenhum funcionário terá
perda salarial, tendo em vista o princípio
da constitucional da irredutibilidade. “Essa
era nossa preocupação e as simulações
vieram comprovar”, afirma Luiz Carlos.
Dados estes passos, os vereadores levantaram alguns
questionamentos e para evitar dúvidas em relação
à própria aplicabilidade das leis em
questão, fizeram apontamentos e, em atendimento
aos pedidos dos parlamentares, o Prefeito Panone enviou
documento à Câmara, promovendo as retificações
necessárias.
“As alterações foram feitas objetivando
sempre dirimir quaisquer dúvidas no momento
da aplicação dos dispositivos”,
explica Luiz Carlos.
A primeira mudança foi na redação
do Artigo 133 do Projeto nº 35, que faz alusão
ao quinquênio incorporado. A partir de agora
o quinquênio deixa de existir, sendo substituído
pela gratificação por resultados. Os
funcionários que já o alcançaram,
entretanto, não o perderão.
Todavia, a forma como o artigo estava redigido gerava
certas dúvidas quanto a esta condição,
daí a necessidade da nova redação.
Com ela, ficou explícito que terá direito
a incorporar o qüinqüênio apenas quem
tiver completado cinco anos de efetivo exercício.
Também foi dada nova redação
ao Artigo 135 do mesmo projeto, desta feita, para
que fique evidente a forma como o quinquênio
(de quem tiver o direito à incorporá-lo)
sairá no holerite. Isso deverá ser feito
de forma destacada da referência salarial e
do adicional por tempo de serviço (ATS).
Por fim, outras alterações também
foram feitas no Projeto nº 37, todas dispondo
sobre especificidades dos servidores que realizam
jornada de trabalho inferior a 40 horas semanais,
bem como, autorização para estabelecimento
da jornada diferenciada para os profissionais da área
da saúde.
Os projetos 35, 36 e 37 deram entrada na Câmara
no último dia 30 de março e serão
votados após 27 dias tramitando nas Comissões
Permanentes.
Com a aprovação da Reestruturação
Administrativa, uma das implicações
decorrentes e que merece destaque, é o fato
de que os subsídios dos Secretários
Municipais passam a ser fixados pela Câmara
Municipal.
O QUE MUDA?
A “Reestruturação Administrativa”,
como vem sendo popularmente chamada no Município,
trata-se de um pacote de três projetos de lei
(nº 35,36 e 37) endereçados pela Prefeitura
Municipal à Câmara. Entenda o que muda
se os parlamentares aprovarem a proposta na próxima
segunda-feira.
Projeto de Lei nº 35/10: Composto por 140 artigos,
busca readequar as disposições da Lei
Municipal nº 1315 aos preceitos da Constituição
Federal.
A partir dele:
- O valor da remuneração dos Secretários
Municipais passa a ser fixado pela Câmara dos
Vereadores. Antes da alteração, a remuneração
era feita por iniciativa do Poder Executivo.
- Também, propõe a redução
de dois anos para um ano da Licença para tratar
de interesses particulares, além de incorporar
e extinguir a Gratificação de Exercício
Laboral na área de Saúde, a de exercício
de atividade na Zona Rural, do quinquênio e
do Auxílio para Diferença de Caixa,
tendo sido inserida a Gratificação por
Resultados, que supre o quinquênio e objetiva
incentivar a todos os servidores a atuarem com eficiência
na prestação dos serviços públicos.
Projeto de Lei nº 36/10: dispõe sobre
a Estrutura Organizacional da Prefeitura, instituindo
os fundamentos a que deve a Administração
Pública nortear suas atividades, que são
o planejamento, a coordenação, a descentralização,
a delegação de competência, o
controle e a racionalização. Traz ainda
a Estrutura Administrativa, composta pelas Secretarias,
Diretorias, Chefias e demais Órgãos
e Unidades de Execução.
Projeto de Lei nº 37/2010: trata do Plano de
Cargos, que são as atribuições
inerentes a cada emprego, as redenominações,
a Nova Tabela de Referência Salarial e a Evolução
Funcional.
- Estabelecendo um aumento geral das remunerações
dos servidores públicos. A menor referência
salarial inicial passa a ser de R$ 680,00, e a maior,
de R$ 8.000,00.
- Reduz de 153 para 87 vagas os empregos em comissão.
- Insere na Estrutura Organizacional a Guarda Civil
Municipal.
- Redenomina vários empregos, por exemplo,
o Emprego de Auxiliar de Serviços Gerais passa
a se denominar emprego de Ajudante Geral, o emprego
de Operador de Bomba d´Água, passa a
se denominar Operador de Estação de
Tratamento de Água e Esgotos.
- Muda a estrutura e denominação das
Secretarias:
A Secretaria de Finanças e Administração
foi desmembrada, de modo que agora se tem a Secretaria
de Finanças e a Secretaria de Administração.
A Secretaria de Obras e Serviços Públicos
passa a ser denominada Secretaria de Planejamento,
Desenvolvimento, Obras e Serviços Públicos.
A Secretaria de Saneamento, Água e Esgoto recebe
a denominação de Secretaria do Meio
Ambiente e Recursos Hídricos.
A Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Meio
Ambiente, passa a se denominar Secretaria de Agricultura,
Pecuária e Abastecimento.
Prefeitura
estuda transportar o lixo inorgânico para Guatapará.
O secretário de obras e serviços públicos
Edner Tortella afirmou em entrevista concedida na
terça-feira (20) que juntamente com o prefeito
Panone tomou a decisão de transportar o lixo
inorgânico – folhas e galhos – que
são depositados em vala aberta no Horto do
Bom Retiro. A medida ainda não foi confirmada,
pois ainda depende de uma resposta de Guatapará
se aceitará transportar esse lixo.
Se aceito, uma nova caçamba ficará a
disposição da Prefeitura no Horto, para
que ela seja usada com esse destino. “Dessa
forma podemos fechar a vala usada hoje, evitando assim
que outras pessoas a utilizem e provoquem as queimadas
de lixo.
Sobre os custos desse lixo à Prefeitura, Edinho
disse que não será oneroso, pois o lixo
transportado é pago por quilo e como se trata
de folhas e galhos, que não são pesados,
não será oneroso.
A entrevista foi oriunda o lixo e entulho da cidade
e as futuras determinações a partir
das denúncias feitas há 15 dias. Sobre
o entulho de material de construção,
Edinho disse que a Prefeitura já tem uma área
selecionada para jogar esse material, conforme pediu
a Promotoria de Justiça, e estuda juntamente
com a CETESB se a área é apropriada
para esse destino. “Estamos aguardando essa
avaliação”. Há também
um estudo sobre reciclar esse material, com a construção
de uma usina que trataria esse lixo para utilizar
como cascalho nas estradas municipais. “Hoje
a Prefeitura compra o cascalho para manter as estradas
em ordem. Com essa produção, nós
deixaríamos de ter esse custo”, concluiu
Edinho.
Já sobre o transbordo do lixo, o secretário
disse que desde a denúncia um funcionário
seu tem feito ronda no Horto do Bom Retiro para fiscalizar
a área, o transbordo e a possível invasão
de famílias ao local. “A nossa medida
paliativa foi deixar a máquina pá carregadeira
direto no local, para que imediatamente após
o transbordo o lixo seja colocado nos contêineres.
“Isso vai dificultar muito o trabalho dos catadores.
“Antigamente a máquina demorava um pouco
a carregar os contêineres, porque há
outros serviços a serem executados por ela”,
responde Edner.
Edner ainda concluiu a entrevista declarando que todas
essas medidas são soluções paliativas,
pois é intenção do prefeito solucionar
de vez o problema do lixo em Descalvado. “Hoje
pagamos para aterrar o lixo, mas a idéia é
firmar um consórcio intermunicipal para a construção
de um aterro sanitário, onde seria depositado
e tratado o lixo produzido pelos municípios
eventualmente consorciados.
A princípio os municípios com os quais
Panone pretende formar o consórcio são
Pirassununga, Porto Ferreira (15 km a nordeste de
Descalvado), Santa Cruz da Conceição
(31 km a sudeste de Descalvado), Santa Cruz das Palmeiras
(39 km a nordeste de Descalvado) e Santa Rita do Passa
Quatro (23 km a nordeste de Descalvado).
A ideia é buscar junto a Fehidro [Fundo Estadual
de Recursos Hídricos] recursos para transformar
essa idéia em realidade.
Reforma
da Rodoviária está em ritmo acelerado.
A
reforma da Rodoviária de Descalvado tomou ritmo
acelerado e já chama atenção
de quem passa por ela pela mudança em seu aspecto.
O prédio que antes era escuro e obsoleto, hoje
ganhou “novos ares”: salas mais claras
e arejadas para alojar estabelecimentos comerciais;
quatro banheiros novos, sendo dois adaptados para
deficientes; três guichês amplos e com
fachada moderna; sala de zelador; troca de piso, portas
e vidraças (todas em blindex), itens que modernizaram
o antigo imóvel.
O funcionário da Danúbio Azul está
contente com as mudanças, apesar dos transtornos
com a reforma. “Trabalho aqui há anos
e achava o local triste, escuro... Agora ele se renovou
e vai ficar ainda melhor quando a reforma estiver
pronta”. Sobre as empresas rodoviárias
o funcionário disse que elas se encarregarão
de colocar os vidros e luminosos nos guichês,
que o prédio renovado dará ares de uma
rodoviária moderna. “A Danúbio
já conta com luminosos que informam o horário
de ônibus há alguns anos, mas aqui essas
modernidades contrastavam com o prédio antigo
e nem apareciam”.
Essa semana foi iniciada a reforma das vagas dos ônibus,
que serão rebaixadas para que os ônibus
não batam mais no telhado. “Esse era
um problema antigo, pois os ônibus modernos
são mais altos e batiam no telhado quando estacionavam
nas vagas”.
Segundo o secretário de obras Edner Tortella
a reforma da rodoviária não estava prevista
no cronograma de obras municipal e começou
sendo feita aos poucos, em fases, de acordo com a
disponibilidade de recursos financeiros municipal.
Edner também disse que é intenção
do prefeito Luís Antônio Panone construir
um novo terminal rodoviário, mais amplo em
outro local, por isso que a reforma da atual rodoviária
foi feita para que o prédio possa ser utilizado
para outras finalidades quando ele for desocupado.
“Mas isso é para um segundo plano, pois
temos um cronograma extenso de obras para esse ano”,
concluiu o secretário.
Creche
do bairro Tamanduá começa a ser construída.
A Prefeitura de Descalvado iniciou essa semana os
primeiros trabalhos no terreno onde será construída
a creche que vai atender os moradores dos bairros
Tamanduá e Alto da Boa Vista.
A
empresa Pagara Construtora Ltda, de Ribeirão
Preto, foi contratada para execução
dos serviços de mão de obra e fornecimento
do material de construção para as obras,
localizada em terreno no Alto da Boa Vista, divisa
com o Bosque do Tamanduá.
A obra tem o valor estimado em R$ 667.837,00, dos
quais R$ 300 mil serão custeados pelo Governo
do Estado, por meio da Secretaria de Economia e Planejamento.
A verba foi uma conquista do prefeito Panone no início
da sua gestão, em meados de fevereiro de 2009
e com os esforços do deputado estadual José
Antônio Barros Munhoz (PSDB).
De acordo com informações da Secretaria
Municipal de Educação e Cultura, que
forneceu os argumentos para priorizar a população
do Bosque do Tamanduá e adjacências,
no bairro “não há nenhuma creche
para atender ao elevado número de crianças
que lá residem – crianças que,
aliás, estão submetidas às condições
socioeconômicas precárias”. A Secretaria
ainda mencionou a dificuldade que a distância
entre o bairro e a creche mais próxima impõe
às crianças do lugar.
O secretário de obras Edner Tortella disse
que também aguarda iniciar nos próximos
dias a obra para construção de Unidade
de Saúde da Família “USF”
Bosque do Tamanduá, no prolongamento da Avenida
Independência, Quadra G, também no Bosque
do Tamanduá que da mesma forma vai tornar mais
cômoda os atendimentos de saúde da população.
Aminogel
e Maazinn Industrial dão mais um passo para
se instalar na cidade.
O prefeito Luís Antonio Panone e os empresários
Hélio Serra, da “Aminogel Laboratórios
Ltda.”, Melissa Herrera Graseffe Vezu e Ismael
Maazinn, ambos da “Maazinn Industrial Ltda.”,
assinaram os termos de concessão de direito
de uso dos terrenos em que serão instaladas
as referidas empresas, no Bosque do Tamanduá.
No ato da assinatura, estiveram presentes o diretor
do campus da Unicastelo em Descalvado, ex-prefeito
José Antonio Todescan Gabrielli (Lito), o secretário
de Obras e Serviços Públicos, Édner
Tortella, e o vereador Sebastião José
Ricci (PP).
O chefe do Executivo descalvadense explicou aos empresários,
antes da assinatura dos contratos, que a concessão
de direito de uso e a formalização de
futura doação ficam vinculadas, por
parte das empresas, de obrigações definidas
no contrato.
“Obter aprovação do projeto técnico
de edificação das áreas que receberem
construções, no prazo de 120 dias, contados
da data da assinatura do instrumento particular que
transmitir a posse; iniciar as obras de construção
das edificações, e de isolamento do
corpo imobiliário das demais áreas,
no prazo de seis meses, a contar da aprovação
do projeto técnico; concluir as obras de edificação
no prazo de um ano, contado do início das obras;
e exercer as atividades a contar da conclusão
da obra, pelo prazo ininterrupto de cinco anos, mantendo
a geração de no mínimo seis empregos,
no caso da Maazinn, e de 25 postos de trabalho, no
caso da Aminogel, a pessoas residentes na cidade”.
“Quero desejar as boas-vindas a todos e que
vocês sejam muito felizes”, disse Panone.
O empresário Ismael ficou satisfeito com a
proposta do Executivo. “Quero honrar nosso compromisso
e fazer parte da sociedade descalvadense. Desde o
início dos nossos contatos, com o Honório
Prata, eu falei que era nosso desafio trazer a nossa
indústria para cá. Nós nos sentimos
honrados. No início nós dividiremos
com outra cidade a linha de produção,
até a transferência total de nossas atividades
para cá. Há um trabalho duro pela frente.
Vai requerer um grande investimento. E eu também
quero deixar aqui o meu agradecimento à Câmara
de vereadores de Descalvado”, afirmou o empresário
Ismael Maazinn.
A Maazin desenvolveu uma espécie de graxa,
para remoção de sujeira pesada, à
base de material orgânico, que não provoca
qualquer tipo de alergia. “Nós pretendemos
formar uma parceria com a Unicastelo, visando montar
um grande laboratório. Quero propor uma fusão
do corpo de doutores da Universidade e os pesquisadores
da minha empresa, para desenvolvermos novos produtos”,
revelou Maazinn.
Segundo o empresário Hélio Serra, da
Aminogel, a localização de Descalvado
contou muito na hora de decidir por investir no município.
“A cidade está a 200 quilômetros
de São Paulo e a nas proximidades de Porto
Ferreira e São Carlos. É o ponto ideal
para nos instalarmos. Nós estamos no centro
da região do Estado. Preliminarmente, vamos
trazer a primeira linha agrícola de adubo orgânico
quelatado, para produzir açúcar orgânico
com selo verde. Na segunda fase, vamos trazer produtos
para a linha de humanos, que entram nas medicações
formuladas nas farmácias de manipulação.
Nessa primeira fase, nós esperamos gerar 100
empregos”, finalizou Hélio Serra.
Emancipação
política de Descalvado é comemorada
por Coral e pelo Poder Legislativo.
Na ultima quinta-feira, 22 de abril, Descalvado comemorou
os 145 anos de sua emancipação política.
A data não passou em branco e foi lembrada
pela Câmara Municipal e também pelo coral
Arco-Íris, formado pelas crianças do
CAIC “Dr. Cid Muniz Barreto”.
O
coral fez várias apresentações
na quinta-feira. Pela manhã se apresentou no
Paço Municipal. Também passou por vários
estabelecimentos privados como a Mineração
Jundu, o Supermercado Doni e nos Correios, além
de instituições bancárias. Após
entoarem os hinos Nacional e de Descalvado, um grupo
de alunos apresentou um jogral, com textos de escritores
locais. Em seguida, os estudantes cantaram músicas
populares como “Sereno” – cantiga
do folclore brasileiro – e “O Pato”,
de Vinícius de Moraes.
Em 22 de abril de 1865, Descalvado passou a categoria
de Vila, e conquistou o direito de ter autonomia política
tendo em seguida conquistado a primeira Câmara
Municipal, que foi empossada em 1º de janeiro
de 1866.
Por isso que a data não poderia deixar de ser
lembrada pela Câmara Municipal, que promoveu
evento voltado aos alunos da rede municipal de ensino,
ficando a cargo do Assessor Administrativo da Câmara,
Diego Luís Mendonça Lastosa, que fez
breve palestra para os estudantes. O Presidente da
Câmara, Luiz Carlos Viana (PPS), explicou que
a opção foi trabalhar com as crianças,
para que elas cresçam tendo a dimensão
exata da importância da data para o Município.
“Quisemos resgatar um pouco da nossa história.
As crianças são disseminadoras de informação”,
afirma o parlamentar.
Na palestra Diego lembrou um pouco da história
relativa àquele momento, quando a freguesia
do Belém do Descalvado foi elevada pelo Imperador
Pedro II à categoria de vila.
O prefeito Panone que assistiu a apresentação
dos alunos também se manifestou sobre a data
alusiva. “Nessa data, Descalvado passou a categoria
de Vila, e conquistou o direito de ter autonomia política.
A primeira Câmara Municipal de nossa cidade
foi empossada em 1º de janeiro de 1866. Por isso,
é de suma importância comemorarmos essa
data. Ela é o marco inicial de tudo o que conquistamos
até agora”, afirmou o prefeito.
Promotor
Público fala sobre segurança pública,
meio ambiente e outros assuntos pertinentes a uma
melhor qualidade de vida ao descalvadense.
Em entrevista ao Jornal O Comércio o promotor
público Dr. Alexandre de Andrade Pereira, curador
do meio ambiente no município, abordou o tema
discutindo o problema com o transbordo do lixo orgânico
no Horto Bom Retiro, a coleta seletiva e a necessidade
de se estudar a melhor maneira para o destino do entulho
e ainda sobre o TAC das sacolas plásticas.
Aproveitando
a oportunidade o promotor, que participa ativamente
dos assuntos da cidade, ainda falou sobre a regulamentação
das clinicas de recuperação para dependentes
químicos da cidade e a segurança pública
do município e os aspectos que hoje se discute:
a Guarda Municipal, a implantação das
câmeras de monitoramento das ruas, o número
insuficiente do efetivo da polícia militar
e ainda sobre a prioridade da Educação
no município, que para ele reflete em menos
problemas sociais. Confira na íntegra a entrevista:
Meio
Ambiente
O Comércio – Mediante a problemática
do transbordo do lixo no Horto Bom Retiro e das constantes
queimadas no local, o senhor é a favor de cercar
a área ou da Prefeitura deixar de utilizar
o local?.
Dr. Alexandre – Veja bem, eu não sou
contra cercar a área e destinar um guarda ao
local, mas isso oneraria a Prefeitura e não
solucionaria o problema, pois as pessoas continuariam
a ter acesso à área do mesmo jeito,
desde que lá tenha material reciclável
que interessa aos catadores. O que eu frisei e volto
a reforçar é que se deve acabar com
o interesse comercial das pessoas pelo lixo, e a melhor
maneira de se fazer isso, é promover a coleta
seletiva dos recicláveis. Por isso que não
parece que essa seja a solução mais
viável.
Sobre a Prefeitura deixar de usar a área, o
local foi destinado para o transbordo do lixo orgânico,
que antes de ir para Guatapará tem que ser
depositado em algum local. E como aquela área,
antes mesmo do assentamento, já era utilizada
como lixão, foi a melhor alternativa para a
Prefeitura.
A medida paliativa para o problema é a Prefeitura
diminuir o período entre o transbordo do lixo
e a colocação do mesmo nos contêineres
pela máquina de pá carregadeira, que
já vai dificultar a coleta pelas pessoas.
O Comércio - O senhor sabia que a área
utilizada pela Prefeitura é um dos lotes que
o INCRA destinou a área de lazer para os assentados?
Dr. Alexandre – Eu acho que aquela área
não deve ser utilizada como área de
lazer ou moradia, sem que sejam tomados os devidos
cuidados ambientais, pois no passado ela foi utilizada
como “lixão” e por isso deve ter
contaminações, inviável para
povoamento, a meu ver.
O Comércio – O senhor sugere que a coleta
seletiva deve ser implantada e já tentou estabelecê-la
com a Cooperambiente, que não deu certo. Acha
difícil o seu funcionamento por não
depender apenas da vontade da Promotoria Pública?
Dr. Alexandre – Fiz a tentativa com a Cooperambiente
e não deu certo, eles não entenderam
o espírito de cooperativismo, que é
fazer o mesmo trabalho em conjunto para fazer um melhor
preço.
Eu quero que a coleta seja um processo e acredito
que ela será implantada, até mesmo pelo
fator econômico que ela tem, que é reduzir
o volume de lixo enviado para Guatapará que
é pago por quilo. A implantação
da coleta seletiva é muito mais ampla que a
medida das sacolinhas e eu não posso impor
minhas vontades, pois cabe ao prefeito saber o que
é prioridade no município, ele é
que está com a máquina administrativa.
Vejo que o vidro já teve uma destinação
com o projeto Vidro é Vida e por que não
a própria municipalidade não tocar a
coleta seletiva em dias alternados?
Eu entendo de suma importância a coleta seletiva,
mas não vejo como legítimo eu impor
a minha autoridade. Eu faço minhas tratativas,
cobro sim, e quero que alguém me mostre algum
progresso. É isso.
O Comércio – E sobre o entulho e o lixo
inorgânico? Qual a sua opinião sobre
isso?
Dr. Alexandre - O entulho, e quando digo entulho me
refiro ao resto de materiais de construção,
é um problema antigo. Teve uma época,
que a solução paliativa foi utilizar
aquela voçoroca da rua José Rodrigues
Penteado, num acordo com os donos de caçamba
e também com a Prefeitura, inclusive com a
análise do solo pela DPRN. Agora eu pretendo
abrir discussão sobre essa frente, pois ele
precisa ser depositado em algum lugar. Mas tudo precisa
ser estudado, pois esse depósito corre o risco
de virar um pequeno “lixão”, principalmente
se a área for acessível, pois as pessoas
costumam usar esses depósitos para jogar fora
o que não quer como móveis velhos, recicláveis,
etc...
Já os lixos inorgânicos, que são
as folhas e galhos recolhidos pela Prefeitura, esse
sim deverão mudar de lugar para coibir as queimadas
no Horto, como foi acordado com a Prefeitura.
O Comércio – Sobre a medida das sacolinhas,
ela está dando certo. Qual seria o próximo
passo a ser dado rumo a atingir outros setores?
Dr. Alexandre – Bem o que propus com os mercadistas
foi usar os supermercados como experiência,
por serem os maiores distribuidores de sacolinhas.
A segunda etapa seria estender isso para todo comércio.
Mas essa extensão teria que ser por meio de
lei, pois estou falando de uma classe com mais de
1000 representantes, e não teria como ajustar
acordo (TAC) com esse número de pessoas. Eu
estou aguardando o prazo de um ano para ver o resultado,
mas pela experiência desses primeiros meses,
creio que estamos preparados para atingir 100 % do
comércio local.
É preciso ter um pouco de coragem nessa área
ambiental e assumir algumas posições
de vanguarda.
Segurança
Pública
O Comércio – Na 2ª audiência
da Câmara Municipal, que abordou a segurança
pública, a Guarda Municipal foi bastante discutida.
Qual a sua opinião sobre esse assunto?
Dr. Alexandre – A função da Guarda
Municipal é zelar pelo patrimônio público,
evitando atos de vandalismo, por isso acho que ela
deve ser desarmada, para não desvirtuar o seu
objetivo.
O Comércio – Mas para ela trabalhar em
conjunto com a polícia militar, sem armamento
fica complicado. O senhor não acha?
Dr. Alexandre – Quando se fala em criar a GM
tem que se pensar quais os problemas que se pretende
combater com isso. Se o problema é o policiamento,
eu acredito que a Guarda não seja a solução
viável. O interessante então seria estudar
um convênio entre a PM e a Prefeitura, onde
os policiais trabalhariam nas folgas, fortificando
o policiamento e receberiam através desse convênio
da Prefeitura.
Uma coisa que ninguém está se atentando
é que criar uma guarda municipal armada é
estar chamando pro município o poder de polícia,
ai com tantos pedidos de aumento de efetivo em tantos
municípios, nunca Descalvado será atendido
nesse sentido.
Tem que se tomar cuidado, pois quando a GM for criada,
não tem como voltar atrás, pois serão
criados cargos públicos, vão ser investidos
em viaturas, uniformes, equipamentos. Uma vez criada,
não tem como voltar atrás. Poderia se
fazer um teste com o sistema convênio Prolabore
com a PM e se não der certo se desfaz.
O Comercio – E sobre as câmeras de monitoramento
das ruas da cidade? Qual a sua opinião a respeito?
Dr. Alexandre – O que o Capitão Scozzafave
disse na audiência sobre instalar câmeras
que não tenham boa resolução
e que não possam identificar o meliante, é
algo a se ponderar, porque se essa gravação
não servir aqui para a Promotoria, se ela não
identificar um bandido, eu não vou aceitar
como prova. O medo do bandido é ser identificado,
por isso que no início essa instalação
de câmeras pode funcionar, mas se com o tempo,
eles descobrirem que a câmera não é
capaz de identificá-lo, o temor dele sumiu,
e aí o investimento não terá
validade nenhuma.
O Comércio –Na audiência pública
o senhor disse que é a favor da criança
em período integral na escola, evitando que
ela fique a mercê do vandalismo e das más
companhias.
Dr. Alexandre – Eu acredito na frente social,
na reestruturação da família
e no investimento da Educação.
O que eu sugiro, não dá para se resolver
tudo de uma vez. Um adolescente com 15 anos que já
conhece a criminalidade, é mais difícil
de se reverter o quadro, mas voltando a atenção
ao menor desde cedo, com a implantação
do sistema integral de ensino (onde o aluno fica o
dia todo na escola), é possível de se
realizar no Ensino Fundamental, que é municipalizado,
aí sim a médio prazo teremos um bom
resultado.
Não precisa mudar radicalmente, Começa
com a 1ª serie em 2011, 1ª e 2ª em
2012, 3ª em 2013,... até se atingir o
todo, sem um impacto muito grande na rede. Se visto
como um programa de município, que quer se
preparar para reduzir a criminalidade, esse é
o meio mais adequado.
Clínicas
de Recuperação para dependentes químicos
O Comércio – A equipe médica do
Pronto Socorro e Santa Casa de Misericórdia
tem questionado o aumento do atendimento aos pacientes
dessas clínicas via SUS, uma vez que eles são
internos de clínicas particulares. O que o
senhor acha disso?
Dr. Alexandre – Eu não vejo como equacionar
a questão de outra forma, a não ser
atender os pacientes quando eles necessitarem, pois
não existe qualquer tratativa com as clínicas
que determine que elas paguem pelo atendimento médico
do seu paciente, quando ele não é provido
de plano de saúde.
O Comércio – O senhor recebeu a denúncia
de que essas clínicas funcionam de forma irregular.
Há alguma legislação que esses
estabelecimentos têm que seguir?
Dr. Alexandre – Uma clínica de reabilitação
necessita obedecer a uma legislação
federal para funcionar e há duas semanas, eu
iniciei um trabalho de fiscalização
nesses estabelecimentos. A Vigilância Sanitária
do Estado, atendendo um pedido meu, já fiscalizou
o funcionamento de cada unidade dessa categoria. Vou
esperar o relatório da Vigilância para
chamar uma a uma aqui para conversar, ver quais são
os problemas, dar prazo para a adequação,
ver a questão da infra-estrutura, se os funcionários
são treinados, tudo para que haja qualidade
no atendimento.
O Comércio – Se houver irregularidade,
elas serão fechadas?
Dr. Alexandre – Veja bem, eu não descarto
essa possibilidade, mas acredito que se eu for categórico
e fechar as clínicas, caso elas não
estejam regulamentadas, o quadro social seria pior.
A demanda de atendimento é grande e não
podemos deixar a cidade sem local para atender essas
pessoas.
O poder público pecou muito nesse sentido,
pois não há locais para tratamento dessas
pessoas na região, e os particulares descobriram
um nicho de mercado que reflete o crescimento das
mesmas.
Isso não é problema de um governo, e
sim programa de um município que está
tentando encontrar soluções.
Trenzinho
da Aurora volta a circular em 1º de maio.
Com o intuito de resgatar parte da lembrança
histórica e cultural da cidade e propor alternativa
de entretenimento e lazer à população,
a Administração Municipal coloca nas
ruas, em 1º de maio, o Trenzinho da Aurora. Totalmente
revitalizado, o veículo está preparado
para receber crianças e adultos que vão
pagar R$ 1,00 pelo passeio, valor a ser repassado
ao Fundo Social de Solidariedade do município.
Vale destacar que crianças com menos de dois
anos de idade não pagam ingresso.
Para
dar vivacidade ao programa, constante no Plano de
Governo da atual administração foi investido
aproximadamente R$ 22 mil reais no veículo
com serviços e acabamentos na pintura interna
e externa, motorização a diesel, freios
a ar e instalação de freio no vagão,
troca de pneus, estofamento e equipamentos sonoros
e recuperação da parte elétrica.
“Vimos na revitalização do trenzinho,
mais uma oportunidade para atender o Fundo Social
de nossa cidade. Além de oferecer mais uma
opção de lazer à população,
teremos renda revertida às suas campanhas e
ações, beneficiando os projetos traçados
em prol da população carente. Esperamos
que o povo de Descalvado, sobretudo nossas crianças,
faça uso deste veículo e aproveite para
as horas de descontração com suas famílias”,
disse o prefeito Luís Antonio Panone.
O nome Trenzinho da Aurora remete ao ramal férreo
que interligava Descalvado ao Horto da Aurora e ao
Salto do Pântano durante os anos 1882 a 1910
quando a Companhia Paulista de Estradas de Ferro assumiu
o ramal da Aurora. A linha foi desativada na década
de 60.
O novo Trenzinho da Aurora volta a circular no dia
1º de maio e percorrerá as ruas da cidade
e seguirá aos segundos e quartos finais de
semana (sábados e domingos) de cada mês
e feriados, sempre das 14h às 19h. O ponto
de partida é a Praça Barão do
Rio Branco (Jardim Velho).
Volta do trenzinho e Campanha do Agasalho 2010 –
Para marcar o caráter filantrópico-social
do Trenzinho da Aurora, o Fundo de Solidariedade prepara
no lançamento do programa, nos dias 1º
e 02 de maio, a entrega de agasalhos em troca do ingresso.
Neste primeiro final de semana de circulação,
ao invés de pagarem R$ 1,00, os passageiros
devem colaborar com a mobilização que
visa atender pessoas carentes do município. |