Edição especial de Setembro
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Esse Caderno Especial em que comemora-se os 179 anos de Descalvado, a homenagem do O Comércio é para os
nossos Artistas da Terra, mas como são muito os nossos talentos seja nas artes plásticas, na música, pintura, desenho, teatro
e outros tantos, nos pautamos pelos amantes do palco e das notas musicais, pessoas que vivem a musicalidade...
Se são autodidatas ou especialistas, se profissionais ou amadores, professores ou alunos...
O que temos é uma lista de artistas que se dedicam integralmente e/ou parcialmente à musica, por dinheiro ou por diversão
Cantando, tocando, encantando e surpreendendo...
A todos os nossos mestres, professores, cantores, instrumentistas que gostam de pagode, axé, sertanejo, rock ou samba.
Enfim, aqueles que aqui foram destacados ou não, a nossa singela homenagem.

Maria é a flor mais bela que Deus plantou no jardim da humanidade. Ela floresce constantemente e o seu perfume e beleza nos fazem compreender a nossa missão: gerar Cristo ao mundo.
Não podemos esquecer jamais a presença de Maria. Sem Maria não teríamos o mistério da encarnação. Através de Maria o mundo tomou outra direção: o Verbo se fez carne e habitou entre nós. Por isso é importantíssimo agradecer a Deus que quis ser presente entre nós com a cooperação de uma mulher. Na plenitude dos tempos, nos recorda Paulo, Jesus entrou no mundo através do sim de uma mulher. A mulher na Escritura Sagrada assume o seu verdadeiro papel de grande, chamada a revestir com sua carne o Verbo eterno. Um privilégio que somente ela tem.
Na bíblia, se é verdade que há um machismo tantas vezes duro e massacrante, se a mulher nem sempre tem valor aos olhos dos homens, devemos reconhecer que sempre ela tem um grande valor aos olhos de Deus. Num momento histórico de feminismo é bom meditar sobre a presença de Maria para que cada mulher se espelhe em Nossa Senhora e como ela seja uma ardorosa defensora da vida e do amor. Defensora da vida, aquela que foi dotada de tanta ternura e é capaz de amolecer qualquer coração empedernido no ódio e na vingança.
A minh’ alma engrandece o Senhor! Vamos redescobrir pessoal e comunitariamente a beleza do Magnificat, o cântico que Maria elevou ao Senhor depois de ouvir a saudação da sua prima Isabel, que a elogiava por ter tido fé: “bendita és tu que acreditaste! Donde me vem a dita de vir a mim a mãe do meu Senhor?” (cf. Lc 2,22). Como é bonito constatar que o elogio de Isabel a Maria não gera nela orgulho ou vaidade, mas uma extrema humildade. Ela tem consciência do amor de Deus, de ser escolhida por Ele para uma missão grandiosa, e tem plena consciência que o Senhor quer fazer dela o “primeiro sacrário vivo”, o primeiro ostensório.
E Maria, diante de tudo isso, eleva ao Senhor o seu cântico de ação de graças. Feito de frases tiradas do Antigo Testamento, é uma maravilhosa colcha de retalhos bíblicos e um cordão finíssimo feito com fios de ouro tirados da história de tantas pessoas que, antes de Maria, souberam cantar a misericórdia de Deus.
Quando o Senhor lhe inspirar esta oração de Nossa Senhora em sua meditação, você possa entrar no santuário interior, na morada profunda, como dizia Santa Teresa de Ávila, para reconhecer o que Deus fez em você.
Andamos agitados, preocupados, muito atarefados e mesmo nas nossas meditações somos mais preocupados com a forma que com o conteúdo. É necessário pedir o dom da simplicidade de engrandecer o Senhor presente em nós. Não são as palavras, porquanto bonitas sejam, que podem dizer quem é Deus. Só a palavra feita vida nos manifesta a grandeza, a beleza de Deus. Como é belo ter nos olhos, no rosto, a luz do céu e a beleza do sol. Deus enche o nosso coração de tantas coisas bonitas. Não brilhamos com luz própria, mas com a luz de Deus. Maria é luz que brilha entre nós, mas mais do que luz ela é candelabro que sustenta a luz que é Cristo. A salvação não é algo mágico e não acontece porque fazemos orações ou pedimos, mas porque a palavra transforma a vida e percebemos que algo novo está acontecendo dentro de nós.
Deus olhou a humildade de sua Serva. Será que no mundo de hoje tem espaço para a humildade? Para as coisas pequenas? Para os serviços humildes, insignificantes, que não dão ibope? Será que ainda sabemos apreciar a beleza das coisas que Deus coloca no coração para fazer, que não têm nenhuma referência e não dão status para ninguém? São perguntas que me questionam terrivelmente.
Maria nos fala de uma humildade existencial, de pobreza. Ela sabe que vale pouco, acredita no seu pouco valor, mas sabe também que, como pobre de Deus, não pode viver sem Ele, por isso, no seu dia a dia o busca, o invoca. Só os humildes e pobres são capazes de permanecer silenciosos, de mãos estendidas, esperando que alguém lhe coloque nas mãos uma esmola de amor e de dom: Deus gosta dos humildes.
Maria, modelo de mulher feliz, de mãe feliz, é para todos nós ponto referencial que nos convoca a entrar na nossa intimidade e a cantar a Deus baixinho para que ninguém escute, mas com suavidade:
Amar é imitar Maria, Exaltando de Deus a grandeza, Enquanto que sua alma encantada Cantava seu cântico ao Senhor. Vosso centro, ó Virgem fiel, Era o aniquilamento, Visto que Jesus, esplendor eterno, Se esconde no abaixamento.
É sempre pela humildade Que vossa alma o magnifica.
Que possamos todos nós, homens e mulheres, fazer de Maria o modelo e a mestra de nossa vida, que nos ensina como gerar Jesus e doá-lo à humanidade. Assim rezemos pedindo sua intercessão.
“Maria, Mãe do «sim», vós escutastes Jesus e
conheceis o timbre de sua voz e as batidas de seu coração. Estrela da manhã, falai-nos d’Ele
e contai-nos como é vosso caminho para segui-lo
pela senda da fé.
Maria, que em Nazaré vivestes com Jesus,
imprimi em nossa vida vossos sentimentos, vossa docilidade,
vosso silêncio que escuta
e fazei florescer a Palavra em opções
de autêntica liberdade.
Maria, falai-nos de Jesus, para que o frescor de nossa fé
brilhe em nossos olhos e aqueça o coração
de quem se encontra conosco,
como o fizestes ao visitar Isabel, que na velhice se alegrou convosco pelo dom da vida.
Maria, Virgem do ‘Magnificat’,
ajudai-nos a levar a alegria ao mundo
e como em Caná, conduzi todo jovem,
comprometido no serviço aos irmãos,
a fazer só o que Jesus disser.
Maria, dirigi vosso olhar aos jovens, as famílias, a todos para que sejam terreno fecundo da Igreja. Rezai para que Jesus, morto e ressuscitado,
renasça em nós e nos transforme em uma noite cheia de luz, cheia d’Ele.
Maria, Virgem de Belém, porta do céu, ajudai-nos a elevar o olhar.
Queremos ver Jesus, falar com Ele e anunciar seu amor a todos. Amem.”
Semelhante a muita das realizações do povo descalvadense, a nossa Escola Municipal de Música teve alguns períodos experimentais até firmar-se em definitivo com a estrutura atual.
Senão vejamos o seu verdadeiro início.
É sabido que a manutenção de um curso especifico de música em nosso País depende muito do conceito de cultura vigente. Depende muito também de quem possa assumir tal responsabilidade de maneira direta, ou seja, sendo ao mesmo tempo Professor, Executante e Regente. Aí é que surge a figura do então jovem Francisco Todescan, o nosso Maestro QUIQUE.
Junto aos imigrantes e “oriundi” – todos de ascendência italiana, QUIQUE já despontava como instrumentalista ligado ao Violino e fazendo parte de pequenas orquestras iniciadas nas fazendas para onde os imigrantes italianos se dirigiam trabalhando e muitos também morando na zona rural.
Embora depois se mudasse para o território urbano de Descalvado, a sua atuação como músico expandiu-se, pois muitos dos seus irmãos também tinham por hábito a atuação musical como instrumentalistas e assim formaram vários grupos de música instrumental, ligando-se de uma forma mais marcante como músicos das várias formações do tipo BANDA DE MÚSICA, cuja mantenedora foi, por muito tempo, a CORPORAÇÃO MUSICAL SANTA CECÍLIA.
Por ser uma personagem de conhecimento geral de nossa população o “seu” QUIQUE passou a ser procurado para que ensinasse todo o seu conhecimento na área musical ao povo de nossa cidade. Assim, além de Maestro da Banda, passou a ministrar aulas particulares de vários instrumentos.
Um seu seguidor conseguiu perpetuar a idéia da Banda de Música em Descalvado. Falamos agora do MAESTRO VANINHO MACHADO.VANINHO foi outro abnegado que não mediu esforços para que fosse continuado o trabalho de oferecer divertimento sadio e cultural ao nosso povo através das retretas nas praças de nossa cidade.
Dito assim, parece que estou falando de coisas que pertençam apenas ao século passado, o nosso glorioso século XX. Aproveito a oportunidade para dizer aos menos avisados que os nossos queridos homenageados, com a lembrança neste artigo, SEMPRE procuravam ir se adaptando aos novos tempos sem nunca esquecer que as obras de ARTE é que nos interessavam como admiradores de suas atuações. E Arte, senhores, é simplesmente aquilo que fica e não o que assistimos nos dias de hoje, quando qualquer coisa que se assemelhe a uma canção seja utilizada apenas por alguns meses como se fosse material descartável. Ocorre que a maioria delas não tem nada a ver com o sentido de prover os cérebros de amostras de obras de arte. E infelizmente isso ocorre por não termos mais – no Páis como um todo, as apresentações que nos mostrem os vários estilos musicais que são facilmente expostos com grupos cuja finalidade seja a música instrumental, caso típico das Bandas de Música, formações Orquestrais, Camerísticas ou mesmo grupos de chorinho, o Jazz brasileiro.
Feitas as devidas homenagens aos iniciadores do ensino da música (século XX) em nossa cidade, podemos passar ao período em que pude empregar humildemente os meus conhecimentos e minha experiência no ramo específico da música em nossa cidade.
Curso Municipal de Música
Para que pudesse ser perpetuado o ensino musical em nossa cidade foi criado o Curso Municipal de Música. Para tanto temos que nos lembrar do ETEVALDO BARBOSA ADORNO que foi talvez o primeiro descalvadense a tornar-se músico profissional, tendo atuado durante anos à Banda da então Força Pública, atual Polícia Militar. Também lembramos do FLÁVIO TALLARICO, que também foi profissional em música nos tempos de São Paulo, e durante um período foi Mestre da Banda. Lembramos que ambos fizeram parte de uma Orquestra para bailes no final dos anos 50, o RITMO E PENUMBRA.
Como o interiorzão de nosso País costuma se lembrar de seus filhos, coube ao Flávio Tallarico assumir a Banda dos anos 70, uma vez que Etevaldo já se encontrava morando fora de nossos domínios.
Assumi inicialmente o Curso Municipal de Música no final dos anos 70 quando ainda fazia parte do grupo OS ORIGINAIS DO SAMBA, como Diretor Musical. Como cursei dois anos Composição e Regência tive aumentadas as minhas atividades musicais em São Paulo com estúdios de gravação e trilhas sonoras para peças de teatro, participando como músico em peças que percorreram uma parte de nosso País em apresentações, passei o bastão para o Flávio que novamente viu-se a frente do ensino musical.
Quando por opção própria e para maior comodidade de meus familiares, mudei-me de volta para Descalvado em 1990, continuei a trabalhar em São Paulo até 1998. Ocorre que nesse meio tempo fui convidado a ministrar aulas de Música, pois era intenção dos então Diretores da Corporação Musical SANTA CECÍLIA de que criássemos condições de formar um novo grupo musical que expandisse as atuações da própria corporação, já que esse grupo faria tanto a parte tradicional como Banda de Música como poderia expor as obras que o mundo consagrou como para ouvir e mesmo para dançar – estilo que hoje é conhecido como Dança de Salão. Foi então que foi pensada a ESCOLA MUNICIPAL DE MÚSICA , cuja oficialização deu-se em 2009, por conta da Lei 3018, embora entrasse em atividade no ano de 1994.
Escola Municipal de Música Maestro Quique Todescan
Nossa escola começa como uma novidade, pois tratava-se de contratação, pela primeira vez, de um profissional em atividade para organizar a nossa escola. Iniciava-se assim um novo ciclo que por ter caráter mais formal começou a produzir resultados diferentes dos até então conseguidos pelos nossos desbravadores. A explicação para tanto deve-se ao fato de as administrações anteriores terem se preocupado apenas em manter a linguagem de Banda de Música, não incentivando os nossos mestres de então a frequentar cursos fora de nossa cidade.
Concordo que tive muita sorte por ter frequentado cursos que aumentaram em muito os meus conhecimentos adquiridos com a Faculdade de Música mais o tempo de experiência com grupos e cantores de nosso País. Aprendi a linguagem de Banda na Universidade Livre de Música Tom Jobim em um curso que não teve o seu finalzinho de conclusão uma vez que o Sr. Mario Covas, ao assumir o Governo do Estado de São Paulo, extinguiu o Baneser onde estavam lotados os Professores do tal curso e assim não tivemos o certificado do mesmo por ter sido o tal curso desativado oficialmente.
Não quero, em hipótese nenhuma, dizer da capacidade ou apor julgamento às atuações dos mestres anteriores, mas sim poder dizer a eles o nosso MUITO OBRIGADO por terem batalhado e mantido a idéia de que um povo com conhecimento musical é um povo melhor. É pela insistência deles que a idéia de uma escola que pudesse levar aos nossos munícipes o conhecimento da arte dos sons permaneceu e finalmente a mesma foi oficializada pela Administração Pública.
Com início no ano de 1994 a Escola Municipal de Música foi mantida pela Corporação Santa Cecília quando iniciamos o projeto de formar uma BIG BAND, ou seja, uma formação que tivesse NAIPES (grupos de instrumentos semelhantes) de TROMPETES, TROMBONES, SAXOFONES E INSTRUMENTOS DE BASE (Harmônica e Rítmica) como TECLADO, GUITARRA ELÉTRICA, CONTRA BAIXO E BATERIA. Foi então criada a ORQUESTRA DE CAMERATA “A”, que infelizmente de pouca duração uma vez que os “cachets” – pagamentos, dos músicos era pouco menos que uma ajuda de custo.
Quero com este artigo mostrar de maneira definitiva que a atividade musical tem que ser remunerada, e muito bem remunerada, pois a maioria ainda insiste em pensar que ser musicista ou músico, se preferirem, não se trata de profissão. Todos os alunos que passam pela Escola Municipal de Música têm consciência de que o curso que ministramos possibilita a ascensão à vida profissional. Os nossos ex-alunos podem atestar que em menos de 4 anos não se forma alguém capaz de decidir sobre o seu futuro como profissional em Música.
Houve então uma segunda tentativa quando formamos uma Banda de Música que congregou 22 participantes e que fez parte de um dos desfiles comemorativos de 7 de Setembro. E que pelos mesmos motivos já citados reduziu-se para 16 elementos. Também participou de um desfile cívico e algumas tentativas de expor nossos trabalhos em público.
Houve também a formação de um grupo de Chorinho que contava com o Bandolim, Violão 7 Cordas, Violão 6 Cordas, Pandeiro e Clarineta. Adivinhem o que aconteceu com o mesmo...!
Atualmente a Escola Municipal de Música Maestro Quique Todescan tem em suas atividades o Coral Pró Canto e um Grupo Instrumental em formação que por enquanto congrega teclado, violino, contra baixo, clarineta/sax alto – o mesmo Músico, e violão 6 cordas.
Não há como salientar a colaboração da Maria Cristina Cunha, atual professora de Iniciação Musical (Piano) cujos resultados desembocaram no Primeiro Recital de seus alunos a ser realizado no dia 16 de Setembro no Centro de Convivência da antiga Fepasa, integrando as festividades de mais um aniversário de Descalvado.
Lembramos ainda que nossas atividades externas já fizeram vários aniversários. É sabido que ministro aulas de Música no Caic Dr. Cid Muniz Barreto há mais de 10 anos e monitoro a fanfarra daquele estabelecimento de ensino pelo mesmo período.
Nossas atividades internas foram premiadas com a aquisição de três pianos eletrônicos, cada um com 88 teclas que tem o mesmo peso das teclas de um piano acústico normal, possibilitando nossos alunos a terem uma formação musical também direcionada à população de baixa renda uma vez que os cursos são absolutamente gratuitos.
Temos certeza de que nossa atuação junto ao povo de Descalvado deverá ser ainda maior uma vez que a partir de 2012 teremos a obrigatoriedade do ensino da Música nas Escolas Regulares de nosso País e utilização dos instrumentos que aqui estão lotados terá procura maior, fazendo com que isso ocorra como uma ajuda ainda maior que possamos ampliar nossas atividades, visando a formação de grupos musicais diversificados.
Informamos que os horários de funcionamento são característicos, pois visamos atender inclusive aos nossos trabalhadores com horários noturnos. Formamos músicos leitores de partituras e com conhecimentos de Harmonia – escolas, formação de acordes e sua utilização, Melodia – escalas e estilos universais e algum acesso à Música Erudita dita Ligeira e Ritmo – também com características universais para que possam conhecer até o Jazz Corrente Principal, que congrega Ritmos de todas as origens com uma atenção especial para os Ritmos Brasileiros, tão esquecidos ultimamente.
Estamos localizados à Avenida Guerino Oswaldo nº 7, antiga “casa do Chefe da Estação”, fone 3583-8596. Trabalhamos a iniciação musical a partir dos 7 anos de idade com o curso infantil de piano. Para os demais cursos atendemos a partir dos 12 anos de idade.
Compõem os demais cursos os seguintes instrumentos: bateria, violão, contra baixo, piano, clarineta, saxofones, trompete, sax Horn, trombone a pistões e trombone à “Coulisse”. Estamos estudando a possibilidade de incluir instrumentos a arco como o violino, o que deve ocorrer com o funcionamento pleno do Fundo Municipal de Cultura, recentemente aprovado pela Câmara Municipal.
Com todo o incentivo sempre presente dos que se foram ou foram citados continuaremos nosso sacerdócio de levar a música a todos os descalvadenses.
Vivas à nossa cidade em mais um aniversário – Descalvado feliz e musical.
José Carlos Tallarico Adorno
Chefe do Setor de Música
Por alguns eles são considerados um conjunto tipicamente sertanejo, por outros um grupo universal que toca todos os ritmos. De uma coisa temos certeza: Los Pernas pode ser considerado um dos conjuntos mais antigos de Descalvado.
Sua história começou nos anos 60, quando irmãos da tradicional família Perna, de Descalvado, começaram a abrilhantar festas e quermesses da cidade, como a Festa do Granjeiro com músicas dos “Demônios da Garoa”, “Trio Los Panchos”, Trio Irakitan” entre outros representantes do folclore brasileiro – daí a identificação com a música sertaneja.
Com a primeira formação – Teco, Zezinho, Chico e Mário – apenas com pandeiro e violão, participaram do Programa do Chacrinha, onde conquistaram um 1º lugar como conjunto vocal, além de se apresentarem em shows do “Demônios da Garoa”, de quem ficaram amigos.
No final dos anos 60, agregaram outros músicos da cidade (Liseux, Josué Nascimento, Ademar Nascimento, entre outros) passando a usar instrumentos elétricos e conquistando o público da região. Nos anos 80 a banda se profissionalizou. Mario lembra que eles foram obrigados a tirar a carteirinha de músicos, para não serem impedidos de tocar. Acompanharam músicos de renome como Jamelão e Mario Zan.
“Mario Zan, o maior sanfoneiro do Brasil, quem tivemos a honra de acompanhar em bailes e shows por todo o Estado SP nos enriqueceu muito artisticamente e foi ele quem nos tornou conhecido como Los Pernas (antes éramos chamados de os Irmãos Perna).
Hoje, de volta a formação original, com exceção de Teco que faleceu em dezembro de 2009, os irmãos Zezinho, Mário e Chico acompanhados de Zé Caçula e Maurício fazem cerca de 15 shows por mês, animando festas, shows, bailes e outros eventos, tocando todos os ritmos.
“É com muito orgulho e real prazer pela profissão que estamos comemorando 50 anos de carreira, levando o nome de Descalvado por todos os lugares por onde passamos”.
Uma cidade com uma extensa zona rural e costumes tipicamente caipiras como Descalvado só podia prevalecer o gosto pela música sertaneja. É só andar pela cidade e observar que “caipiradas” com rodas de viola como acontecem todas as manhãs de domingo na praça “São Benedito” e bailes do gênero prevalecem, conquistando gerações.
É por meio dessa influência que surgem talentos como a dupla Neto & Gabriel, considerada revelação do sertanejo universitário e que tem conquistado fãs em toda a região.
Osvaldo Bortoletto Neto (23 anos), filho de Osvaldo Bortoletto e Valéria Cristina Bortoletto; e Luiz Gabriel dos Santos (26 anos), filho de Luiz Antonio dos Santos e Maria Lucia Ricci, contam que tudo começou com uma brincadeira, quando entraram para a faculdade, já que sempre foram amantes da música sertaneja.
“Tudo surgiu como uma brincadeira, tocando em lojas da cidade nos finais de ano, vestidos de Papai Noel”, relembra Neto ao dizer do início da carreira. Isso foi em meados de 2007, quando ganhávamos nossos primeiros cachês. A dupla só se oficializou em 2009, depois de muita evolução nas apresentações e de sentirmos que podia ficar sério.
Neto, que toca sanfona aponta o sanfoneiro e lutier Sebastião Piza conhecido como Monte Rei, como a sua referência. Ele diz que aprendeu sanfona tarde, mais ou menos com 18 anos, depois que a avó propôs um desafio aos cinco netos: ‘Quem aprender tocar primeiro a sanfona, fica com ela’. Ela se referia ao instrumento que pertenceu ao bisavô de Neto, que deu a sanfona para avó. “Como já era louco para aprender a tocar sanfona, me esforcei para ganhar o instrumento e hoje toco algumas músicas com ele”, frisou.
Quando questionados pelo sucesso da dupla, Neto e Gabriel respondem que a mescla entre sertanejo raiz e universitário acabam agradando a todos. “Tentamos agradar a todos tocando desde as tradicionais músicas sertanejas até os hits do sertanejo universitário” disse Gabriel.
Humildes e cientes de um início de carreira, eles acham que ainda estão se profissionalizando, mesmo ganhando cada vez mais o espaço da música sertaneja da região e atravessando fronteiras, tocando também em outros estados como Paraná, onde fizeram apresentação na cidade de Cascavel, na casa de shows Mr. John. “Somos gratos pela consideração, e não temos nem palavras para expressar isso, só temos a agradecer esse reconhecimento do público”, declara Neto.
A dupla já gravou o primeiro CD, na KSK Studio, com o produtor de renome nacional Sandro K. Lacerda, que além de produtor é atualmente baterista da dupla Cezar e Paulinho. O CD tem sete músicas inéditas e três regravações. E recentemente no CERD, em um show com mais de 2 mil pessoas, gravaram o primeiro DVD. “Esse foi um grande momento, até então o show com mais público que tínhamos feito”, falou Gabriel. Além disso, fizeram shows em toda a região (Porto Ferreira, São Carlos, Santa Rita do Passa Quatro, Dourado, Itirapina, Ribeirão Preto).

A Orquestra de Viola Caipira do Sindicato Rural de Descalvado existe há cinco anos e tem conquistado cada vez mais espaço para as suas apresentações.
Atualmente é composta por 26 pessoas, com idade entre 18 e 83 anos, todos que participaram do curso de música em viola caipira que o Sindicato ministra, com o professor Mario Perna.
Com um repertório eclético composto de clássicos como Ave Maria, Vôo do Condor e Gioconda, além de músicas sertanejas raiz, já fez apresentações na Capital Paulista, além de cidades da região como Santa Rosa do Viterbo, Porto Ferreira, São Carlos, além de Descalvado.
A orquestra é patrocinada pelo Sindicato, que dá total apoio às aulas que são ministradas semanalmente no local e à dedicação do grupo que compõe a Orquestra, que participa de constantes ensaios expandindo as apresentações, fazendo casamentos, feiras públicas, entre outros eventos.
O Grupo de pagode Kid+ comemorou no mês passado 10 anos de estrada, conquistas e muitas histórias pra contar... Surgiu em Descalvado, com os integrantes: Renato Marcos Mateus (vocais), Rafael Marcos Mateus (vocal e percussão), Beto da Costa Jesuino (percussão), Fabio Marcos Mateus (bateria), Ricardo Fernando André (contra baixo), Marcel Alessandro Carlindo da Costa (violão), Vadinho Donizetti Rocha (cavaco), Mauricio Marcos Ribeiro (teclados) e Mael Marcos Ribeiro (percussão), na mesma formação.
A maioria dos integrantes do grupo teve influência musical da família e assim que se uniram para tocar passaram a estudar na Escola de Música de Descalvado, com o Maestro José Carlos Adorno Talarico, para um aperfeiçoamento musical. O início do Kid + foi tocando em festas, aniversários, churrascos e principalmente na casa do nosso grande amigo Salvo, onde uma galera se reunia para curtir festas, jogos de futebol e a gente tocava e ganhava aceitação dos amigos. Foi assim que o grupo saiu dos churrascos para se profissionalizar.
“Hoje temos músicos profissionais que vivem da profissão e nos representam em todo pais. É o caso do Ricardo e do Mauricio que tocam também na Banda Cruzeiro do Sul, de Ribeirão Preto, com apresentações pelo SBT, Globo e Record, além de dezenas de palcos do Brasil.
A grande maioria dos integrantes do Kid + tem trabalhos diferenciados, infelizmente... “Não conseguimos um apoio financeiro e uma pessoa pra nos levar ao topo. Os vários CDs são todos independentes e prova de muito esforço de todo o grupo. “A maioria das nossas conquistas aconteceu por meio do nosso trabalho. Quantos shows que tocamos pra investir no próprio grupo, quantas e quantas vezes... Mas graças a Deus caímos no gosto da galera e nesse ano estamos completando 10 anos de existência”, disse Mael, o porta voz do grupo.
Mas podemos dizer que o Kid + é um grupo de sucesso, se apresentando para públicos grandiosos como o da Tusca, uma das maiores festas universitárias do Brasil, onde se apresentaram por três anos consecutivos. Também participaram de show promovido pela Rádio Primavera FM, em Porto Ferreira, com diversos artistas consagrados como Sampa Crew, Grupo Refla, Edson e Hudson, Milton e Marcos, Dallas Company, Axé Blond, Os Travessos, Negritude Jr., entre outros, além de ser maior lotação da casa de Show Banana Brasil, e ter feito shows em infinitas cidades por onde passou nesse Brasil a fora.
Comemoração – em comemoração aos 10 anos do grupo e graças a alguns parceiros da banda, neste ano, será lançado mais um CD com algumas musicas inéditas e outras regravações. “Estamos trabalhando e em breve todo mundo vai poder curtir mais essa conquista Kid +”, afirmou Mael.
“Seremos sempre grato eternamente a todas as pessoas que no apóiam, algumas especiais e que nos dão força pra nunca desistirmos de nossos ideais. Agradecemos primeiramente a Deus, a todos os nossos familiares, ao “Bruno Donega” que além de motorista, nosso amigo que infelizmente faleceu nesse ano, e ao Sr. Carlindo, além de todos os nossos amigos e as pessoas que nos acompanham”.
Agenda – Em setembro e outubro já temos alguns eventos programados. Estaremos nos apresentando no dia 02 de setembro, na Boate Zoe Club São Carlos; no dia 07 de setembro, nos “Ritmos de Festa”, no Amarelinho; no dia 18 de setembro, “Fest Folia Descalvado”; e no dia 08 de outubro, no Grande Encontro do Samba, no CERD.
Em meados do ano 2000 surgiu em Descalvado outra grande representação do samba e pagode. O Grupo Bembolado, formado por Anderson Negão, Luiz Cláudio Junior e Diego Ribeiro, também ganhou o gosto popular se apresentando em bares, casas de shows e festas.
Negão, Juninho e Djú são acompanhados por uma banda com músicos profissionais e que acompanham a trajetória do grupo, fazendo um resumo do seu trabalho e se destacando pelo carisma, juventude e pela batucada presente em cada show do Bembolado.
Nesses 11 anos de carreira, o Bembolado já percorreu várias cidades desse Brasil e também tocou com nomes consagrados do pagode: Soweto, Grupo Sensação, Karametade, Katinguelê, Bonde do Tigrão e a cantora Perla, que só tornam a bagagem do grupo maior.
Em 2008, o grupo lançou a sua primeira música de trabalho, “Chama da Paixão”, uma composição de Luiz Cláudio Junior e Ricardo André, e um dos hits preferidos da Regional FM.
“Nesse década, o grupo mudou, amadureceu, mas o carisma continua o mesmo. Aproveitamos para agradecer o nosso público, fãs e familiares que nos acompanham sempre”, frisou Anderson.


Embora não seja atrativo para o mercado fonográfico, o rock and’roll tem bastante expressão entre os jovens e bastante representatividade em Descalvado, com grupos de amigos, músicos e profissionais que nas horas de folga se divertem tocando em bares, casas de shows e eventos. Foi assim, no último final de semana, no Kartódromo Municipal, na Praça do Lago, onde se apresentaram as bandas: Artigo 13, Induzidos, Segundo Plano, Fullrock, Fenícia, Echoes e Doctor Drive, das quais você confere um pouco sobre elas abaixo.

O grupo Segundo Plano surgiu em 2007, com os integrantes: Rodrigo Canadinho (Canadinho) no contrabaixo, Tadeu Ravazi (Tadeu) na guitarra, Marcelo Figueiredo (Figa) no vocal, Matheus Fuzaro (Matheus) na bateria e Miguel Eduardo (Miguel) no teclado.
A filosofia central para sua criação tem haver com o próprio nome ‘Segundo Plano’. Como todos os integrantes não eram profissionais da música, todavia, praticantes amadores dela, resolveram se reunir nas horas vagas para fazer um som. Já o repertório da banda é voltado para o MPB, Rock Pop e Rock in Roll dos anos 70, 80 e 90. Atualmente restaram apenas os três primeiros integrantes descrito acima e, muito esporadicamente a banda se encontra para fazer um barulho.
O grupo descalvadense faz sucesso por onde passa e ganhou notoriedade se apresentando em diversos eventos da cidade, como o Nosso Clube, Luna Café e em eventos da cidade, passando por apresentações em cidades da região como Araras, Santa Cruz das Palmeiras, Limeira, Santa Rita do Passa Quatro, Porto Ferreira e Tambaú.
Sua primeira formação aconteceu em 2009, quando o baixista e vocalista “ET” juntamente com o baterista “Juca”, que já tocavam em outras bandas, resolveram formar uma banda com nome de “Induzidos”. Eles contam ainda com os guitarristas “Lutty” e “Yago”.
Em 2010, eles se apresentaram em um programa televisivo da TV Mix, de Limeira, que tem um raio de cobertura de 200 cidades e 2 milhões de telespectadores.
Os integrantes da banda comentam que foi muito satisfatório ver o reconhecimento do trabalho, quando a equipe da TV Mix fez o convite para que se apresentassem em um programa do canal.
O nome escolhido para esse projeto, Echoes, vem de uma belíssima música de Pink Floyd e casa com a idéia de fazer uma releitura do melhor do rock contemporâneo.
A idéia de formar a Echoes foi de dois amigos, Jéferson Licio (Féfo) e o tecladista de Pirassununga Eduardo Deo Nero, que experientes na música, resolveram matar saudades e voltar à ativa. Para completar o projeto, hoje contam com o baterista Edvaldo Biazzi e o baixista Mauricio de Marco.
Surpresos com a receptividade do público, o que era hobby acabou reavivando a idéia de trabalhos próprios e isso já dura dois anos.
“Sempre haverá espaço para a boa música, independente da mídia”.



Da originalidade, independência e empreendedorismo do povo fenício ao amor pelo rock and’roll, a banda descalvadense Fenícia, depois de seis anos na estrada grava o seu segundo álbum independente Consciência Desafinada, lançado no mês passado em Porto Ferreira, no bar Freud Explica, e ontem (6), na Praça Matriz, nas festividades de 179 anos de Descalvado. No show, a banda apresentou as 10 faixas do novo álbum: Globalizar, Consciência Desafinada, Intensa Mente, Onde vou te encontrar, De Repente, Cumplicidade Suicida, Perdendo o Sentido, O Canto, Vulgaris e Rotineiro Amanhecer, além de covers das conceituadas bandas do estilo rock: Janis Joplin, The Cramberries, Led Zeppelin, AC/DC, Raimundos, Pearl Jam, Metallica, Rage Against the Machine, Nirvana, Beatles, Pink Floyd, The Doors, U2, Deep Purple, Queen e Ozzy Osbourne, entre outros, fazendo a cabeça do público que curte o bom e velho rock and’ roll.
Fenícia nasceu em 2005, aqui na cidade, e depois do lançamento do 1º álbum, que leva o nome da banda, iniciou-se uma trajetória em busca por um objetivo: tornar a banda o sustento de seus integrantes.
Hoje Ninne e Teuzinho Rocks já conseguem ver o sonho quase realizado. A banda, apesar de independente, goza hoje de um cachê digno de quem é profissional e também de uma lista de festivais, bares e eventos em que tocaram e que só provam uma coisa: a Banda Fenícia é o bicho!!!
Na sua lista de festivais estão: “Grito Rock 2008, maior festival da América Latina, edição – São Carlos; 1° Fun Music 2008: maior festival universitário do Brasil, onde entre 500 bandas inscritas obtiveram a 4° colocação; 9° Festival Araraquara Rock
2010; e 5° MUSITAM 2010: Ton Ton Jazz - São Paulo. “Os festivais podem não ser tão acessíveis à massa, que está mais ligada no sertanejo e pagode, mas para o estilo do rock, os festivais são o palco onde bandas de rock conseguem apresentar e divulgar os trabalhos para quem gosta do estilo, por isso, para a nossa carreira, essas participações foram e são muito importantes”.
Por meio destes festivais, a Fenícia já tocou com Nx Zero, no Perequê Praia Show, no Guarujá; com Titãs, em Ribeirão Preto; com Hevo 84, no Hammer Rock Bar, em Campinas; Fresno e Glória, em Sorocaba, além de ter feito várias apresentações em bares como Inferno Club (São Paulo), Zeppelin Pub (Jaboticabal), Macaboo (Leme), Bazuah (Araraquara), Freud Explica (Porto Ferreira), Bar Snooker Beer (Araras), Bodeguita (Pirassununga), Armazém (São Carlos), entre outros.
Independência
É notório que o mercado para as bandas de rock está escasso. Gravadoras e também o público só foca o pagode e o sertanejo, que exibem números exorbitantes em vendas de CDs, DVs além de cachês milionários.
Por isso que é comum, dentro desse estilo achar as bandas independentes, como a Fenícia. Para Ninne, vocalista do grupo, isso não é nenhum problema, muito menos sinal de insucesso. “Nós ainda não vivemos só da música da Fenícia, e esse é o nosso objetivo, mas estamos num momento muito bom de trabalho. O nosso segundo álbum foi pago apenas com dinheiro dos nossos cachês e ser independente
nos dá a liberdade de não ficar preso a nenhum empresário que conduz o trabalho das bandas que administram conforme eles querem”. Estamos trilhando o nosso caminho sozinho.
Novo Álbum
Quem curtiu o show da Fenícia ontem na Matriz e quer adquirir o novo CD eles estão disponíveis nas lojas: Tânia Presentes, Escola de Dança Corpo e Movimento, Loja do Miguel, Cris Martinelli e também diretamente com os seus integrantes ou pelo site oficial da banda.
Confira ao lado cada um dos fenícios:
Daniel Santiago nasceu em Bauru, mas considera Descalvado sua cidade natal, onde viveu sua infância e onde morou parte de sua família.
San é compositor, intérprete, percussionista e multiinstrumentalista. Faz malabarismo com o pandeiro, desenha e na música mistura rock, samba, funk e circo.
Músico autodidata, com mais de 17 anos de estrada, começou muito cedo a ter contato com as notas musicais através do contato de seu pai e tios que sempre saíram em escolas de samba em Bauru e também em Descalvado.
Com apenas um aninho saiu na avenida com um pequeno instrumento nas mãos acompanhando o pai. Deu suas primeiras batucadas no pandeiro com apenas dois anos de idade e aos 8 anos já fazia malabarismo com o instrumento e ganhou o seu primeiro cachê fazendo show acompanhando nove mulatas.
Começou as suas apresentações em público na adolescência, por meio do grupo Clave do Samba, conjunto de Cyro André, companheiro de rodas de samba em que participava nos botecos e bares de Campinas, a quem San muito estima.
Integrou as bandas Hollywood, Unidade 2 e PB Messias. Em 1998 gravou seu primeiro CD “Como nunca estive aqui?”; e com a banda PB Messias gravou os CDs “Desencano” e “O Beijo da Luz”, todos com músicas próprias.
Sua apresentação é marcada pela intensa presença de palco, carisma, swing e elementos percussivos. Hoje, integra o grupo Sambô, que inova apresentando o estilo “rock-samba” pelo Brasil afora, com versões surpreendentes para rocks consagrados.
Esteve em temporada no Memorial da América Latina, em São Paulo, no mês de julho de 2010. Apresentou-se no Teatro Municipal de Ribeirão Preto, Teatro da Vila (Vila Madalena) e em bares da capital e interior de São Paulo.
Compôs a trilha do espetáculo circense infantil “Brincadeira”, da Cia de Circo de São Paulo, Acrobático Fratelli, fazendo apresentações pelo país.
Também é integrante da banda sincrônica www.bandasincronica.com, que mistura música instrumental e vídeos, em apresentações multimídias.
Participou de diversas gravações e shows com as bandas e outros artistas como, Jair Rodrigues, Seu Jorge, Wilson Simoninha, Luciana Melo, Hangar, Rod Hanna, Dime Zunque, Mauro Bueno, Banda Pedra entre outros. Na TV já participou de programas como: Circo do Edgard - Multishow, Senhor Brasil - Cultura, EPTV - Globo e programas locais no estado de São Paulo.
Atualmente está em estúdio gravando seu terceiro álbum “Vida Longa”, com canções próprias e o novo CD do Sambô e se apresenta no CERD, amanhã, onde apresenta um trabalho alternativo ao Sambô, juntamente com o seu amigo e músico Adriano Radael.
Dizem que a internet está matando a música, mas na verdade, ela é uma ferramenta incrível para o artista, independente ou não, divulgar o seu trabalho. É por meio da web que ecoam fenômenos à velocidade de largas bandas. Foi o que aconteceu com Leo Rodriguez, que antes mesmo de chegar a estreia com “Atmosfera” teve centenas de milhares de polegares de aprovação justamente pela web. Ficou em primeiro lugar no Brasil por 45 minutos no Twitter como o assunto mais comentado na rede, explodiu no Orkut ao vivo e foi capa do Youtube como o vídeo mais visto do Brasil em 15 horas de um único dia. Assim explodiu Leo Rodriguez, que também chamou a atenção da Sony Music, por onde lançou recentemente o seu primeiro disco, com 15 faixas inéditas, em parceria com a SDR Produções.
Segundo o empresário de Leo, Silvio Rodrigues, o fato do cantor focar o seu trabalho no público teen foi o que motivou a gravadora a contratá-lo. Prova disso é que Leo aparece na capa ou em matérias de grande parte das publicações voltadas aos adolescentes – Love Teen, Atrevida, Capricho, além de jornais de várias cidades e estados como SP, RJ e MG.
A trajetória de Leo começou com 16 anos quando ele se mudou para São Paulo, atrás de algo que nem ele sabia que aconteceria quatro anos depois. Mas ele cresceu aqui em Descalvado vendo o avô se apresentar com uma dupla sertaneja, ritmo preferido do cantor nas vozes de Bruno e Marrone e Tonico e Tinoco. Até então tocava bateria e violão, e foi na Capital que começou a frequentar uma escola de música para aprimorar o talento nas cordas e o vocal.
Da teoria resolveu ir para a prática e colocar os dotes à prova em um estúdio. Gravou “Amor para a Vida Inteira”, e colocou na web, dando pistas do trabalho apenas por meio de redes sociais. A aceitação o levou a produzir mais uma canção no ano seguinte, e aí a aceitação massiva na web o carregou nos ombros até este debute.
A música é a que batiza o disco de estreia, “Atmosfera”, um sertanejo pop, como ele faz questão de definir seu estilo. Por sertanejo pop não entenda uma fuga do tão propagado sertanejo universitário ou do sertanejo de raiz. Ambos estão na prateleira de influência de Leo Rodriguez.
À mesma forma foi burilada a canção que abre o trabalho, “Vou Salvar seu Coração”, e também as contagiantes “Quem Vai Chorar” e “Bombeou”. Sabe aquele tipo de música “vamos-sair-do-chão-e-cantar-a-pleno-pulmão”? Pois então.
O lado que mistura baladas pop com sertanejo de raiz, ritmado em acordeão, se faz presente no trabalho em “Meu Anjo Lindo” e “Paparazzi”. Tem espaço também para conduções de cordas de aço nas pérolas pop “O Cara Certo” e “Não Esqueço”.
Leo mostra conhecer bem o caminho da composição que inicia tranquila e ganha força, aceleração e corpo com os minutos em “Poemas e Versos” e “Minha História”. Com sua assinatura exclusiva temos os versos amorosos de “Fantasma do Passado”. Dona da mesma força romântica, mas conduzida no piano, vem “Náufrago”.
“Rio que Naveguei” é tão pop quanto uma canção nascida sertaneja pode ser, e “Segredo” vai pela mesma toada, mas com acento country. Leo Rodriguez é isso. É tudo isso. É sertanejo mas é country e, por que não, pop. Essa é a cara do contemporâneo. Sem barreiras. E sem mentiras.
Todas essas músicas podem ser conferidas hoje a noite em seu show onde divulgará o seu trabalho pela Sony Music.
O descalvadense Adriano Radael, filho de José Victório Radael (falecido) e de Maria Aparecida Mantovani Radael e irmão de Ana Paula Mantovani Radael Vieira, há sete anos é baterista de profissão, embora se lembre bem de quando tocou na noite pela primeira vez. “Foi em Descalvado, na Choperia do Pavão, junto com Raul Martinelli. Eu tinha 14 anos, se me lembro bem. Foi meu amigo e irmão San que me indicou para este trabalho.”
Coincidência ou não, Adriano e San além de ótimos músicos, são amigos de infância e juntos fizeram parte da Banda Hollywood e atualmente mantém trabalhos paralelos como da Banda de música instrumental autoral Sincrônica, que se apresenta amanhã, no CERD.
Adriano tem um currículo digno de um músico de responsa. Já tocou com Mazinho Quevedo, em turnê no interior paulista, fez parte da banda do cantor e compositor Guilherme Arantes e desde o ano 2000 faz parte da conceituada banda de anos 70 Rodhanna, com quem teve a oportunidade de tocar com As Frenéticas, Kiko Zanbianchi, Cynthia Manley, Roberto Justus, Paulo Ricardo, e atualmente faz o espetáculo Mamma Mia, com o ABBA MAGIC, da Inglaterra.
Mas para chegar onde está, Adriano ralou bastante. Em meados de 1995, embora tivesse trabalhando como baterista, começou a estudar no Instituto de Bateria Vera Figueiredo, em São Paulo, e na Escola Municipal, com o Maestro José Carlos Tallarico, em Descalvado.
Em 1996, foi para Ribeirão Preto para integrar a banda de baile Unidade 2, onde fez suas primeiras gravações em estúdio. Foi nessa época que ele também começou a dar aulas particulares em escolas da região (Ribeirão Preto, Orlândia, Nuporanga, Sertãozinho e Franca).
Em entrevista ao site O Baterista, ele comenta como essas bandas menores foram importantes para a sua carreira. “As bandas de baile foram minha maior escola, onde aprendi a ter resistência e tocar vários estilos na mesma noite. E tocar ao vivo com clique, isso foi fantástico!” frisou o músico.
Desde 2007 Adriano mora em São Paulo e paralelamente ao Rodhanna, alimenta seus outros trabalhos: Sincrônica, Banda Abba Magic além de dar aulas de bateria e musicalização infantil no Atelier da Escola Viva.
Heber Lincon da Costa é cantor, multi instrumentalista, produtor e compositor musical.
Com mais de 15 anos de experiência com bandas, concursos musicais e gravações de CD, morou no Japão por três anos, onde ministrou aula de guitarra, violão, baixo e bateria em uma escola de música voltada aos brasileiros. Foi lá também que Heber teve a oportunidade de mostrar seu talento apresentando a música brasileira, como MPB e bossa nova, para japoneses em alguns eventos, programas de televisão e emissoras de rádio.
De volta a Descalvado, em 2009, representou o interior paulista e também Descalvado na ExpoMusic, maior feira de música da América Latina, onde apresentou workshop profissional, convidado pela empresa CHROM, empresa especializada em caixas de som e amplificadores, onde foi destaque.
Hoje Heber dá continuidade aos seus projetos musicais e ao mesmo tempo dá aulas de violão, guitarra, bateria e canto em escola que funciona na Rua Cel Rafael Tobias, antigo prédio da Uniprev, no centro da cidade.
Quem quiser conhecer seus trabalhos também pode assistir aos seus vídeos no youtube, que já contam com mais de 15 mil visualizações.


Márcio Salzano, mais conhecido como “Scooby” é figura popular em Descalvado e na região de Ribeirão Preto, onde faz suas interpretações da música popular brasileira em bares, casas de shows e festas.
Filho de Domingos Roberto Gabrielli Gentil e Sônia Maria Salzano Gentil, com 37 anos, começou a sua carreira com 8 anos, quando ganhou o seu primeiro violão de sua irmã Renata seguindo cantando em programas de rádios locais.
Em 1988, aos 14 anos participou do programa Raul Gil, onde foi classificado em 1º lugar.
Já se apresentou em programas de rádio e TV, como o extinto “Perdidos na Noite”, do apresentador Fausto Silva, onde interpretou músicas raízes com o Cascatinha, da dupla Cascatinha e Iana e o programa “Mara Maravilha”, onde cantou vários sucessos sertanejos.
Também participou de vários festivais como o “Festival da Semana Nenete” e concursos sempre com merecido reconhecimento, ficando entre os 27 melhores candidatos em um concurso de intérpretes, na TV Globo, onde ficou com a música Guita do Raul Seixas, concorrendo com mais de 15 mil candidatos.
Hoje atua cantando, principalmente, na região de Pirassununga em bares, casas de shows, festas. Em seu repertório encontramos grande diversidade de temas e estilos, porém sua tendência é sempre a vida no sertão.
Com o estilo de vida simples, Márcio faz da música sertaneja seu rumo. Suas letras sempre falam da natureza e, claro, de amor.
Márcio tem um site de divulgação (www.marciosalzano.com.br), onde você pode conferir agenda de shows, fotos e muito mais sobre esse artista da terra.
Rodrigo Monzani é de Descalvado e desde a sua adolescência traça a sua história ao lado da música. Quem não se lembra de Rodrigo, acompanhado da irmã Aline fazendo apresentações em bares da cidade??
Pois é, só que o tempo passa e hoje, seguindo carreira já são mais de 1500 apresentações em bailes, casamentos, aniversários formaturas, convenções e jantares – público a quem Rodrigo se dedicou, atendendo com uma estrutura diferenciada em som, imagem, iluminação e entretenimento.
Rodrigo até cursou Faculdade de Direito, pensando em tornar a carreira de músico uma alternativa, mas estava traçado em seu destino viver da música e logo cedo Rodrigo abandonou a carreira jurídica, para dedicar-se a arte, coisa que faz com muita categoria.
A partir de então ele investiu e aperfeiçoou suas apresentações e formou a Banda Black Tie Musical que é formada por renomados músicos de Descalvado: Rodrigo e Aline Monzani e Juninho Black (vocais), Marcos Teçola (Contra baixo), Mestre Leandro (Bateria), Elton Costa (Guitarra e Trombone), Lucas Mardi (Teclado), Matheus Feliz (violão e Guitarra), Ivo Bragante (Saxofone e flauta), Marquinhos Pinho (Dee jay / Técnico de Som) e Diego Show (Técnico em Iluminação e Produção) tem se destacado em todo Brasil, com equipamentos de última geração em iluminação computadorizada, sendo a primeira banda a inovar com sistema de Som “line array”.
O Grupo Black Tie Musical foi destaque na Revista Caras (Edição 771) e Revista Isto É (Edição 470), onde foi homenageada com o Título Top Of Mind – Sul de Minas Gerais, e que deu a oportunidade da banda estar ao lado de grandes nomes da música como: Emilio Santiago, Agnaldo Rayol, Alceu Valença, Morais Moreira, Detonautas, Rock Clube, Cordel do Fogo Encantado, Falamansa, entre outros.
A Black Tie também foi solicitada para shows internacionais nas cidade de Madri e Galicia (Espanha) e Córdoba (Colômbia), e tem projeto de fazer carreira internacional a partir desses países.
Além de apresentações musicais, a equipe Black Tie Musical oferece Cerimonial Religioso com Orquestra Black Tie e Recepção Social com Quarteto de Jazz, Blues e Bossa, além de Black Tie Jazz Music. A equipe Black Tie Musical conta ainda com todo equipamento e estrutura para Dee jay, Boate Móvel, Iluminação Decorativa, Tvs, Plasma e Telões e quem quiser saber mais da carreira do Rodrigo pode acessar o site www.grupoblacktiemusical.com.br

O Movimento Gospel foi um acontecimento revolucionário ocorrido na música evangélica brasileira no período compreendido entre 1989 e 1999, época de mudanças variadas na música cristã e que permanece até hoje. Movimento de evolução e tendência que foi denominado Gospel no início dos anos 80 pelo cantor country brasileiro Martin Lutero, a partir de 1989 foi utilizado para denominar esse fenômeno da música cristã. Tudo indica que o Movimento Gospel tenha começado na Igreja Renascer, em São Paulo. A primeira gravadora do gênero, a Gospel Records, nasceu em 1990, pelo publicitário Antonio Carlos Abbud e o pastor da Renascer, Estevan Hernandes, para inserir a música evangélica na indústria fonográfica brasileira.
Em 1997, a música gospel ganhou representação descalvadense. Lucilene Rodrigues Bertolucci, a descalvadense Lu Bertolutti, começou frequentar uma igreja evangélica nesse ano e daí surgiu a oportunidade que ela denomina como um “chamado” para cantar músicas voltadas a Deus, transmitindo mensagens de fé. Por meio dessa ocasião, convites para se apresentar em igrejas foram surgindo até que em 2004 veio a necessidade de gravar o 1º CD intitulado “Para o seu coração”, que obteve uma aceitação muito grande não só por parte dos evangélicos mas do público em geral, o que a levou gravar o 2º trabalho “Tome Posse”, os quais veio trabalhando até dias atrás.
Mas a carreira de Lu Bertolucci começou quando ainda era criança. Em entrevista Lu declarou que desde muito pequena já demonstrava interesse pela música. Seu pai vendo a vontade dela cantar, a levou em um programa de calouros que era realizado todos os sábados aqui na cidade, no salão social da Sede Paroquial. Lu tinha só nove anos de idade quando cantou pela 1ª vez em público.
“Se apresentar aos sábados virou rotina para mim. Me lembro que contava os dias para chegar o próximo final de semana”, comentou a descalvadense. O tempo passou e a programação mudou para o “Caminhão Sertanejo” que a cada semana era apresentado em um bairro da cidade. Lu conta que sempre teve o incentivo de muitas pessoas, chegando a se apresentar em programas como Raul Gil e vários programas de TV regionais.
Por meio do Caminhão Sertanejo conheceu duas meninas que também cantavam na época e formaram um trio chamado “The Country Girls” empresariadas por Silvio Rodrigues, atual empresário da cantora. O grupo se apresentou em eventos como FECID e demais comemorações da cidade. Lu ainda ingressou na Banda Transversal chegando a gravar um single que fez parte de uma coletânea regional.
Com o término da Banda Transversal, Lu voltou a cantar solo e participou de festivais onde colecionou uma variedade de troféus e medalhas. Apresentava-se constantemente no Clube da Viola de São Carlos e Araraquara. Cantou com diversas bandas da cidade e região. E antes de deixar o mundo da música secular fez back vocal para a dupla Jair e Janilson quando havia acabado de lançar um CD.
Com a música gospel Lu se encontrou na carreira artística, tanto que em 2009, deixou para trás os trabalhos paralelos que fazia para se dedicar exclusivamente ao novo mercado, tendo o privilégio de participar ao lado de cantores renomados como André Valadão e Rose Nascimento do 1º CD e DVD ao vivo do cantor Mattos Nascimento, para quem também fez abertura de seu show no 1º Eu Quero é Deus realizado agora todos os anos pelos evangélicos de Descalvado e muitos outros shows do cantor pelo Brasil.
No mesmo ano ajudou apresentar o programa “Direito de Viver” transmitido ao vivo pela Rede Vida (programa com arrecadação em prol do Hospital de Câncer de Barretos). A apresentação lhe rendeu muitos convites pelos católicos, como a participação no programa de final de ano da emissora, apresentação na inauguração da reforma do Cristo Redentor, além de abrir portas como a participação no programa do Pe.Jocelir transmitido pela TV Claret (Cultura) e outros grandes projetos sociais.
No ano passado fechou contrato com a produtora SDR Produções Artísticas que vem trabalhando sua carreira com a gravação do 3º CD que deverá ser lançado em 60 dias. O novo CD terá um estilo musical bem diferente dos trabalhos anteriores, pop rock, com algumas regravações.
Lu Bertolutti tem viajado o Brasil todo cantando e levando a Palavra de Deus através da música. “Hoje sei que meu prazer é mais que cantar, é alcançar corações através de cada canção, é tocar o coração de Deus”, diz Lu com seu jeito delicado e meigo de ser e com a convicção de alguém que sabe onde e como quer chegar.
Mais recentemente, em 2006, outro representante do gênero Gospel surgiu em Descalvado. É o Samah Coral, que tem ganhado destaque na região. Fladimir Calza, líder do grupo, tinha um sonho de reunir músicos e cantores da região de Descalvado com grande vontade e compromisso de realizar a música com qualidade, essência e unção, enraizando seu ritmo no Black Gospel e suas ramificações.
Tendo como referências musicais Kirk Frankun & The Family, Raiz Coral, Coral Kadmiel e Hezekiah Walker fazem um trabalho voltado para todas as idades, independente de religião ou crença. “O que move este Coral é fazer e cumprir um grande chamado de levar a música uma mensagem de amor, de dignidade e de grande verdade”, frisou Fladimir.
O coral é composto de 15 cantores e banda formada pelos músicos profissionais: Fabiano (teclados), Silas (guitarra e violão), Josafa (contrabaixo) e Michel (bateria), totalizando um grupo de 19 integrantes apaixonados pelo que fazem e dentro da mesma visão.
A estrutura vocal está dividida em três vozes, potentes com grande energia e força, que se dividem em sopranos (Hevelyn, Josy, Jamylle, Tamires e Helo), altos (Mirela, Jessika, Maeber, Lais e Gaby) e tenores (Pedro, Ismael, Tony, Cassio, Rogério e Gedy).
Apresentações – O Coral já fez várias aparições em programas televisivos, como o Concurso de Bandas “Rolando um Som”, do Programa Tarde Vip, da Patrícia Penteado, no SBT (estúdio de Ribeirão Preto), onde o grupo conquistou o 2º lugar com um grande julgamento promovido por renomados e experientes nomes da música, além de apresentação no Noticidades, também do SBT; participou de propaganda do Programa de Ofertas Mix TV e do casting do produtor e músico Paulo Capelozza, por meio da SERP/Ribeirão Preto, organizando casamentos, formaturas e outros eventos do gênero; além de promover cultos e ministrações a Jesus Cristo, em igrejas evangélicas.
Trabalhos – Nesse mês, o Samah Coral lança seu primeiro CD sob o título “Família” e que reúne um repertório focado em contar uma linda história de amor centrado em Cristo, Nosso Senhor, unindo pessoas sob o amor dele. Um Cd que mescla melodia, dinâmica, letra com um conteúdo próprio e apaixonante.

Em 24 de agosto de 1911, em Descalvado, entre as Fazendas São José e Fazenda Monte Olimpo (hoje chamada Fazenda Santa Amélia), foi construída uma represa como alternativa de fornecimento de água. Era o governo de Coronel Ananias Pereira de Carvalho e a cidade havia acabado de implantar a sua primeira rede de esgoto (1908) que foi inaugurada em 1912.
Como se tratava do início do século XX, o engenheiro que projetou a represa sem muitos recursos, usando apenas cálculos e lógica,
conseguiu canalizar a água de cinco pequenas minas d’água em um único canal, que levava a água a degraus de escada para “arejamento” e que depois do caminho percorrido caia em um depósito de decantação, onde o que era sólido, se acumulava no fundo do depósito e o que era leve, como as folhas de árvore, eram recolhidas por gradil tornando a água limpa, que em seguida era distribuída em duas grandes caixas d’água.
Das caixas d´água a água limpa, era conduzida por carros que desciam morro abaixo para “pegar pressão” e de forma natural, sem auxílio de bombas, chegar a um ponto alto da cidade.
O projeto da caixa d’água ainda possuía um desvio das águas do canal principal, para em caso de sujeira, bastava abaixar uma tampa para que toda a água suja se desviasse para o outro canal, sendo descartada.
Ainda não podemos deixar de citar os paredões de pedra e seus pilares com os balaustres de madeira que passados um século, resistiram ao longo do tempo.
O tempo foi passando e outras fontes de água com mais volume para atender a demanda da população foram sendo descobertas pelos administradores de Descalvado. E ao invés de ser conservada, a pequena represa do Monte Olimpo foi abandonada, ficando esquecida para a cidade. A pequena e bela construção não resistiu e foi-se destruindo.
Não fosse pelas famílias de moradores da antiga Monte Olimpo, pessoas que conheceram a bela e interessante represa, hoje a sua base não estaria presente para fazer história e completar 100 anos. Durante um século a área da antiga represa foi sempre bem cuidada, florida com seus jardins de hortênsias e dálias, pelas várias famílias que ali viveram.
Embora a antiga construção fora destruída, as águas das minas do Monte Olimpo continuaram a abastecer a cidade. As antigas piscinas foram cobertas por lajes e adaptada aos sistemas atuais de coleta e abastecimento, são canalizadas a represa Rosália, onde recebe todo o tratamento da SEMARH, para distribuição à população.




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