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O “leão” do imposto de renda está de volta, e com ele as novas regras para o ano-base 2011. O acerto de contas com a Receita Federal deve ser apresentado entre 1º de março e 30 de abril, e quem quiser se antecipar aos atropelos de última hora, a dica é baixar o programa da declaração a partir de 24 de fevereiro. Os contribuintes que receberam rendimentos isentos, não tributáveis ou tributáveis exclusivamente na fonte, com soma superior a R$ 40 mil, também não escapam de prestar contas ao Fisco.Outra situação que prevê a entrega obrigatória da declaração é para os que obtiveram, em qualquer mês de 2011, ganho de capital na alienação de bens ou direitos, sujeito à incidência do imposto, ou realizar operações em bolsas de futuros ou assemelhados. Os que tiverem a posse ou a propriedade, em 31 de dezembro de 2011, de bens ou direitos, de valor superior a R$ 300 mil, também estão inseridos. A primeira parcela, ou parcela única, vence em 30 de abril. O salto do imposto pode ser pago em até oito cotas, de no mínimo R$ 50.
Para o administrador de empresas Lourival Karsten, um dado que chama a atenção é que a cada ano a Receita Federal aperfeiçoa o cruzamento de informações sobre os rendimentos dos trabalhadores assalariados, “o que reduz cada vez mais as chances de sonegação”. Santa Catarina espera 970 mil declarações.
Nunca é demais lembrar que os que entregarem a declaração do imposto de renda com atraso, esse ano pagarão R$ 165,74 de multa e máxima de 30% do imposto devido. As retificações precisam ser feitas pela internet, através do Receitanet, ou pelo aplicativo “Retificação online”, no site da Receita Federal, em disquete, nas agências do Banco do Brasil ou da Caixa Econômica Federal. Saldos de contas correntes bancárias e demais aplicações que não excedam R$ 140 e bens imóveis – exceto veículos, embarcações e aeronaves , inferiores a R$ 5 mil, não entram na cota do “leão”. Na mesma regra entram o conjunto de ações e cotas de uma mesma empresa, ouro, ativo financeiro, inferior a R$ 1 mil, dívidas e ônus reais inferiores a R$ 5 mil.
Tem novidade nos bancos. As portas giratórias, aquelas com detector de metal, aos poucos estão sendo retiradas. Foram muitas as queixas de clientes que passaram por algum tipo de constrangimento.
Apesar dos constrangimentos, é também uma proteção. A medida divide opiniões. O sindicato dos bancários é contra essa retirada, mas segundo especialistas no assunto há outros dispositivos de segurança mais eficientes.
Só no Tribunal de Justiça de São Paulo, já foram mais de mil ações de clientes pedindo reparação por danos morais em portas giratórias. O equipamento já está sendo retirado de algumas agências de dois dos principais bancos brasileiros.
Em muitas agências de São Paulo, as portas giratórias já desapareceram. Aos poucos, isso deve acontecer com mais frequência. A medida divide opiniões. “Para mim, seria uma menor segurança nos bancos. Eu prefiro que tenha”, opina a administradora Amanda Figueroa.
“Sempre atrapalha um pouco, principalmente as mulheres que carregam o mundo inteiro na bolsa. Sempre tem de deixar nos armários ou tirar tudo da bolsa. Era meio constrangedor, também dependendo do que você tinha bolsa. Como mulher, eu acho que vou me sentir mais confortável”, comentou a administradora Karina Polycarpo.
Em uma agência, o cabeleireiro Valmir José de Santana disse que se sentiu constrangido. “Entrei uma vez na porta e me pararam. Pediram para eu tirar uma chave e tirei. Depois o celular. Tentei outra vez e parou. Tentou quatro ou cinco vezes e me pararam. aí eu falei: ‘Só se eu ficar nu agora’. Após sair, fui a outra agência. Com a mesma chave, com o mesmo celular e entrei normalmente. Entrei com uma ação por danos morais”, conta.
A retirada da porta giratória preocupa os representantes dos bancários. Eles dizem que o equipamento é um item de segurança de quem trabalha e de quem utiliza as agências. “Imagina também se o bandido tiver de escolher entre uma agência que não tem porta de segurança e uma agência que tem porta de segurança, qual que ele vai escolher? É claro que, se tem porta de segurança, é um item que retarda a ação. Portanto, dificulta”, defende Juvandia Moreira, presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo.
Mas essa não é a opinião do consultor de risco e segurança Antônio Brasiliano. Ele diz que hoje os bancos já possuem equipamentos mais eficientes para inibir os assaltos.
“O banco deixa pouca grana, incentivou o uso da internet, incentivou o uso do dinheirinho de plástico e implementou outras ferramentas mais eficazes, como, por exemplo, uma fechadura de retardo. Ou seja, uma pessoa chega na agência bancária, um bandido vai querer assaltar, tem uma fechadura em que o sujeito tem de digitar uma senha e tem um retardo de uns 20 a 30 minutos. Então, só por esse contexto isso é um fator mais inibidor do que a porta por si só”, afirma o consultor de risco e segurança Antônio Brasiliano.
A equipe de reportagem do Bom Dia Brasil convidou o Itaú e o Bradesco para falar. Os dois bancos preferiram enviar notas. O Bradesco informou que segue um plano de segurança próprio aprovado pela Polícia Federal. Já o Itaú disse que a substituição das portas é uma maneira de buscar mais proximidade e transparência no atendimento ao cliente e que o equipamento será mantido em locais onde a legislação municipal ou estadual determina a instalação.

