| E
VÃO INSISTIR $$
O projeto de lei, da abertura de crédito adicional
suplementar no valor de mais de R$ 1,3 milhão
ainda promete causar polêmica. Mesmo às
vésperas do final de uma gestão, mesmo
com a disponibilidade de uma quantia ‘vultuosa’
que poderia de pronto, ser investida em prioridades
máximas do município como veículos
para o transporte de pacientes (as pessoas continuam,
por exemplo, saindo às 4h15 da manhã,
para Araraquara, para uma consulta às 15h),
iluminação pública dos bairros,
programas habitacionais e até mesmo, os dispositivos
de limite de carga dos caminhões que estão
‘detonando com a cidade’, dentre outros,
a Prefeitura irá insistir e nesta semana, já
encaminhou um projeto substitutivo e complementar
ao primeiro que foi remetido à Câmara.
O que mudou? Nada. Apenas, inseriram algumas novas
informações, mas o montante do dinheiro
público continua o mesmo....
SUBSTITUTIVO
E COMPLEMENTAR?
Talvez numa manobra de ‘camuflagem’, a
Prefeitura inseriu no projeto o valor a ser pago das
terras no Distrito Industrial do Tamanduá,
que é de R$ 58,00 o metro quadrado. Também
colocou que as terras são destinadas à
implantação de indústrias, comércio
e prestadores de serviços (o que é obvio,
por se tratar de um distrito industrial), mas não
informou se já tem essas indústrias
e quais os projetos a serem implantados alí.
O fato é que serão 23.000m² que
a Prefeitura pretende adquirir, no apagar das luzes
e a gente continua a perguntar o por quê, pois,
é certo que a atual administração
não terá ‘tempo hábil’,
para desenvolver qualquer projeto alí. Dizer
que, é para deixar a sua marca registrada é
balela, porque nem mesmo, as necessidades do município
estão cotadas como prioridades neste final
de mandato, como o problema dos moradores do Santa
Cruz com os caminhões, que como noticiamos
nesta edição, a lei não será
regulamentada este ano, por falta de ‘tempo
hábil’.
SEM
JUSTIFICATIVA
Por mais que o Palácio do Povo tente, neste
momento não há nada que justifique o
envio desse projeto, quando daqui a 30 dias, essa
atual administração deixará de
existir; a não ser que exista um interesse
muito maior que ainda não veio à tona.
Esse sim é assunto que deveria, até
por questões de responsabilidade, deixar para
ser decidido pela futura administração
que terá quatro anos pela frente. Existem outras
providências de menores vultos e que deveriam
ser executadas pela Prefeitura (não havendo
a necessidade de ser deixada para o próximo
prefeito), como a limpeza de logradouros públicos
e a aquisição de remédios distribuídos
na rede, porque, embora foram encaminhadas informações
sobre os pregões que estão acontecendo
para as devidas compras, a verdade é que está
faltando remédio na rede pública, o
que não deveria se essa fosse uma prioridade
da administração municipal.
OLHA
A JUSTIFICATIVA:
“O entendimento do Poder Executivo, para o encaminhamento
de tal projeto e de seu substitutivo complementar
(82-A) é que, muito embora em final de mandato,
é uma medida acertada, que se concretizada,
irá beneficiar num futuro próximo, no
mínimo cerca de 23 (vinte e três) micro-indústrias
tendo para isso uma área no mínimo de
1000 m² cada uma, ou uma indústria de
médio porte que absorverá uma área
maior e várias outras micro-indústrias.
Caso estas indústrias venham ali se instalar
haverá geração de empregos e
renda para o Município, além de recolhimento
dos impostos que dalí advirão”.
Essa é a justificativa da Prefeitura: para
uma pretensão de R$ 1.380.000,00, e ‘caso
estas indústrias venham a se instalar’,
é algo muito vago, principalmente no apagar
das luzes.
CHEQUE
EM BRANCO
Apesar de possuírem responsabilidades sobre
a questão, até o presente momento nenhum
dos atuais vereadores se pronunciaram ou vieram a
público, tratar sobre este projeto. Aliás,
nos bastidores ‘camarários’, consta
que tem vereador interessado na aprovação
do projeto que na Sala das Comissões briga,
esbraveja e pressiona uma possível aprovação,
mas que no plenário, chega a nem se pronunciar.
Agora, uma nova situação se formula
com a chegada do projeto substitutivo (que na realidade,
não acrescenta em nada, já que a intenção
e o valor são os mesmos) e certamente os nobres
edis tentarão enrolar o quanto puderam, para
apreciarem o projeto em plenário, quem sabe
o aprovando de ‘afogadilho’ em uma sessão
extraordinária, afinal, já estão
em final de mandato mesmo, não é? E
o ‘checão em branco’, como fica?
A COISA TÁ PEGANDO PELOS LADOS DO JUDICIÁRIO
Bom, mas além desses assuntos ‘polêmicos’
no âmbito do Executivo, a temperatura também
aumentou lá pelos lados do Fórum essa
semana.
Além das notícias divulgadas no plenário
da Câmara pelo Vereador Edevaldo Guilherme acerca
das condenações em primeira instância,
do Secretário de Agricultura, Carlinhos dos
Santos (que aliás, desde que assumiu a pasta,
se vê envolvido em questões forenses)
por corrupção passiva e peculato, uma
outra Ação Civil Pública, deu
‘dor de barriga’, em muita gente.
Trata-se do processo movido pela Promotoria Pública,
em que a mesma requisita a devolução
de mais de R$ 660 mil aos cofres públicos,
além da perda dos direitos políticos,
por parte do Prefeito Calza, do Secretário
de Finanças e ainda, do ex-assessor de Governo,
Paulo Saggiorato. O motivo seriam publicações
indevidas na imprensa local, em que o Promotor alega
auto-promoção do Chefe do Executivo,
inclusive em épocas de campanha eleitoral,
em 2004.
SE
A MODA PEGA!
O fato é que, segundo consta, a Promotoria
está confiante em algumas condenações
e a possibilidade existe, se não vejamos a
situação do prefeito reeleito em Leme,
Wagão, que obteve 88% dos votos válidos
na última eleição, cuja candidatura
foi cassada em decorrência de publicidade no
site da Prefeitura, durante a última campanha
eleitoral. A situação lá está
indefinida e a polêmica toma conta da cidade.
Agora, em Descalvado, a ação continua
em trâmite, mas pela dedicação
aos trabalhos por parte da autoridade judicial, em
breve poderemos ter o veredicto.
SERÁ
QUE TEREMOS REVELAÇÕES??
Amanhã termina o prazo dos futuros secretários,
da entrega das ‘radiografias’ das pastas
municipais, ao prefeito eleito. Existe sim uma grande
expectativa por parte de quem acompanha o processo
político-administrativo da cidade, de se ter
o conhecimento de qual é a realidade das secretarias
municipais, quais são as obras, as pendências,
os gastos e as receitas. Certamente, serão
informações que virão à
público, pois, um dos compromissos do prefeito
eleito Panone, é a transparência, além
é claro, do governo participativo.
REVELAÇÕES
TAIS COMO...
A pendência do município junto ao INSS,
que somente foi conhecida após o anúncio
de Panone. Bastou a declaração em público,
para que a Prefeitura tomasse as devidas providências,
isso porque poderia ter feito antes e não o
fez, e assim, Descalvado ficou sem as verbas federais
(que por sinal ninguém anuncia os valores reais).
Durante esta semana, a reportagem de ‘O Comércio’,
buscou informações a respeito de como
anda esse processo. Pasmem, a Prefeitura não
assume que o município perdeu verbas, mas..
‘é verdade que alguns convênios
não puderam ser firmados’...Ora, se as
verbas são encaminhadas por intermédio
dos convênios!!!!
SOLIDARIEDADE
Não há como ficar inertes à situação
de calamidade vivenciada pela população
de Santa Catarina e principalmente das vítimas
das enchentes que assolaram diversos municípios
nos últimos dias. A população
de Descalvado, pode e deve ajudar, através
de doações de água potável,
alimentos não perecíveis, roupas, cobertores,
dentre outros utensílios e até mesmo
com dinheiro. No município, a PM é um
posto de arrecadação, onde as pessoas
podem encaminhar as suas doações.
Amanhã, domingo, a Mineração
Jundu e a Rádio Regional FM, promovem ação
solidária com o intuito de também arrecadar
o que hoje se faz necessidade das vítimas catarinenses.
O povo descalvadense é solidário e cheio
de amor. Certamente irá responder à
altura. |